O sistema operacional da Microsoft continua na liderança em todo o mundo. O Windows ainda é utilizado na maioria dos computadores - 89,70% - contabilizados pela NetApplications, site que dá as estatísticas, entre outros assuntos, do número de usuários de sistemas operacionais a partir de acessos à internet.
Mas outra parte desse público é adepto do sistema operacional de lado diretamente oposto. Aquele que é conhecido como Linux, sistema operacional de software livre, aparece em quarto lugar, com 0,95% de usuários, atrás dos sistemas operacionais da Apple, o Mac e o iOS, utilizado em iPads, iPhones e iPods.
O Linux Counter Project estima que sejam 29 milhões de usuários do sistema operacional que tem um pinguim como mascote - o Tux - em todo o mundo. No Brasil, este número está na casa dos 9.700, de acordo com as estatísticas do site.
Os usuários, alguns conhecidos pelo modo mais libertário de pensar, defendem o sistema operacional criado a partir de 1991 por ele ser gratuito, ou seja, não se paga pela licença, como acontece com os sistemas proprietários.
Os números de usuários do Linux não são tão expressivos porque ainda há muita resistência em relação ao sistema operacional. Devido à hegemonia do Windows, muitos foram ''educados'' sob os moldes da Microsoft, e assim fica difícil se adaptar a modelos diferentes de trabalho.
Onde eu clico?
''Quando alguém vai usar Linux (depois de se acostumar com o Windows), a primeira coisa que acontece é que ele não encontra nada'', brinca o professor de Ciências da Computação da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Wagner de Paula Rodrigues. ''Não sabe nem onde clicar'', continua.
Por isso muitos consideram o Linux é um sistema ''difícil''. Talvez essa ideia seja agravada ainda pelo fato de o SO ser ''customizável'' e permitir modificações, ao contrário dos softwares de sistemas proprietários, que são fechados. Mas poucos fazem isso.
Customização
''A grande maioria das empresas trabalham com o software do jeito que ele vem no download'', afirma Rodrigues, acrescentando que o fato de a licença do Linux ser gratuita e não gerar um contrato de assistência técnica é outro receio que muitos ainda possuem.
No caso do Linux, também existe uma assistência técnica, mas ela é oferecida por comunidades desenvolvedoras espalhadas pelo mundo. ''A empresa prefere pagar para ter um contrato de suporte, mas uma comunidade pode ser muito maior que o call center de uma empresa. O Brasil mesmo tem uma comunidade intensa de open source'', pondera Rodrigues.
Não é porque o Linux está no universo open source que ele está nas mãos de ninguém. Grandes indústrias, como a IBM, Novell e Oracle suportam o sistema operacional com investimentos há anos. É tudo questão de romper com os paradigmas formados em torno do sistema operacional do pinguim.

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