Uma pesquisa mostrou que 95% dos norte-americanos alegam nunca ter usado a nuvem, mas 97% já utilizam os serviços em nuvem através de compras e serviços bancários on-line, redes sociais e compartilhamento de arquivos. No Brasil, onde a situação pode ser semelhante, muita gente desconhece o conceito de nuvem, mas já utiliza o serviço sem saber.
Quando solicitados a conceituar a cloud, 29% dos entrevistados na pesquisa responderam que se trata de uma nuvem de verdade do céu ou de algo relacionado ao clima. Apenas 16% acertaram o conceito. Outras respostas engraçadas surgiram, como papel higiênico, travesseiro ou drogas.
O conceito de nuvem aplicado ao uso pessoal permite contratar o armazenamento de fotos, músicas, vídeos ou documentos como serviço. Desta forma, ao invés de armazenar todos estes arquivos no computador, é possível mantê-los seguros nas mãos de outras empresas, sem risco de perdê-los. Exemplos de serviços já muito difundidos são o DropBox, o SkyDrive, da Microsoft, o Google Drive, do Google e o iCloud, da Apple (veja quadro). Estes serviços oferecem um espaço gratuito para armazenamento, e se precisar de mais espaço, o usuário paga uma mensalidade.
Mas outros serviços gratuitos, como as contas de e-mail e as redes sociais, também podem ser consideradas uma nuvem porque todo o conteúdo destes espaços ficam salvos em servidores da empresa que oferece o serviço e acessíveis de qualquer lugar ao usuário. ''Por mais que a pessoa ache que não usa os recursos da nuvem, quando ela joga uma foto no Facebook já está usando o conceito'', explica o programador e usuário da cloud Lucas Teixeira. Ele tem uma empresa que utiliza a cloud para oferecer serviços aos seus clientes.
Na vida pessoal, ele armazena suas músicas, fotos, vídeos e documentos nos serviços oferecidos pelo Google: o Gmail para correspondência eletrônica, o Picasa para fotos e vídeos, o Google TV na televisão, o Google Drive e o Google Docs para documentos, e paga por espaço extra. ''É uma quantia que não vale a dor de cabeça de perder o computador'', assegura Teixeira, que usa a nuvem como se fosse um backup.
Quando esqueceu o seu recém-comprado notebook no avião há algum tempo atrás o programador não se preocupou tanto com os dados que estavam ali gravados. Quando comprou um outro, instalou um aplicativo e fez a sincronização de todas as informações que estavam no notebook perdido. Esta é, entre outras, uma das vantagens de usar a nuvem, ele diz.
O programador investe em tecnologia na nuvem para poder ter a comodidade de acessar arquivos de qualquer dispositivo da casa ou do escritório. ''Se tenho um documento no tablet, acesso o documento do celular. Se eu estou em casa e quero mostrar as fotos do casamento não preciso puxar o computador. Eu ligo a TV. Esta parte multimídia que é bacana.''
No final de junho deste ano, ele foi ao Google IO - evento da Google onde são feitos os lançamentos de produtos - em São Francisco, nos Estados Unidos, e trouxe de lá equipamentos que possibilitam o programador ''caminhar'' sobre a cloud: um media center (Nexus Q), um tablet (Nexus 7) e um computador de mesa (Chrome Box), lançamentos que rodam todas as informações na nuvem. ''O computador não tem nem HD. Só uma memória Flash para as informações básicas.''

Imagem ilustrativa da imagem Minha nuvem pessoal
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