Minha nuvem pessoal
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de setembro de 2012
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
Uma pesquisa mostrou que 95% dos norte-americanos alegam nunca ter usado a nuvem, mas 97% já utilizam os serviços em nuvem através de compras e serviços bancários on-line, redes sociais e compartilhamento de arquivos. No Brasil, onde a situação pode ser semelhante, muita gente desconhece o conceito de nuvem, mas já utiliza o serviço sem saber.
Quando solicitados a conceituar a cloud, 29% dos entrevistados na pesquisa responderam que se trata de uma nuvem de verdade do céu ou de algo relacionado ao clima. Apenas 16% acertaram o conceito. Outras respostas engraçadas surgiram, como papel higiênico, travesseiro ou drogas.
O conceito de nuvem aplicado ao uso pessoal permite contratar o armazenamento de fotos, músicas, vídeos ou documentos como serviço. Desta forma, ao invés de armazenar todos estes arquivos no computador, é possível mantê-los seguros nas mãos de outras empresas, sem risco de perdê-los. Exemplos de serviços já muito difundidos são o DropBox, o SkyDrive, da Microsoft, o Google Drive, do Google e o iCloud, da Apple (veja quadro). Estes serviços oferecem um espaço gratuito para armazenamento, e se precisar de mais espaço, o usuário paga uma mensalidade.
Mas outros serviços gratuitos, como as contas de e-mail e as redes sociais, também podem ser consideradas uma nuvem porque todo o conteúdo destes espaços ficam salvos em servidores da empresa que oferece o serviço e acessíveis de qualquer lugar ao usuário. ''Por mais que a pessoa ache que não usa os recursos da nuvem, quando ela joga uma foto no Facebook já está usando o conceito'', explica o programador e usuário da cloud Lucas Teixeira. Ele tem uma empresa que utiliza a cloud para oferecer serviços aos seus clientes.
Na vida pessoal, ele armazena suas músicas, fotos, vídeos e documentos nos serviços oferecidos pelo Google: o Gmail para correspondência eletrônica, o Picasa para fotos e vídeos, o Google TV na televisão, o Google Drive e o Google Docs para documentos, e paga por espaço extra. ''É uma quantia que não vale a dor de cabeça de perder o computador'', assegura Teixeira, que usa a nuvem como se fosse um backup.
Quando esqueceu o seu recém-comprado notebook no avião há algum tempo atrás o programador não se preocupou tanto com os dados que estavam ali gravados. Quando comprou um outro, instalou um aplicativo e fez a sincronização de todas as informações que estavam no notebook perdido. Esta é, entre outras, uma das vantagens de usar a nuvem, ele diz.
O programador investe em tecnologia na nuvem para poder ter a comodidade de acessar arquivos de qualquer dispositivo da casa ou do escritório. ''Se tenho um documento no tablet, acesso o documento do celular. Se eu estou em casa e quero mostrar as fotos do casamento não preciso puxar o computador. Eu ligo a TV. Esta parte multimídia que é bacana.''
No final de junho deste ano, ele foi ao Google IO - evento da Google onde são feitos os lançamentos de produtos - em São Francisco, nos Estados Unidos, e trouxe de lá equipamentos que possibilitam o programador ''caminhar'' sobre a cloud: um media center (Nexus Q), um tablet (Nexus 7) e um computador de mesa (Chrome Box), lançamentos que rodam todas as informações na nuvem. ''O computador não tem nem HD. Só uma memória Flash para as informações básicas.''




