Milhões de músicas para ouvir na hora
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Aos moldes dos já existentes serviços de vídeo que possibilitam assistir a filmes e programas on-line, do final do ano passado para cá começaram a chegar ao Brasil serviços reconhecidos internacionalmente de streaming de música, que permitem ouvir uma música ou um álbum inteiro através de um site, no PC, ou de um aplicativo, nos dispositivos móveis.
Desta forma, o serviço diferencia-se de outros em que o usuário precisa comprar e baixar as músicas que deseja. Ele pode ouvir quantas músicas quiser pagando um valor mensal por isso. No início deste ano, chegou ao País a europeia Deezer. No final do ano passado, foi a norte-americana Rdio, e este mês, a Sony também lançou o seu serviço.
Entre outras vantagens citadas pelas empresas, está a possibilidade de descobrir novas músicas e artistas dentro de uma infinidade de faixas por um preço acessível ao mês. Além de uma alternativa à pirataria, que se intensificou com o uso das redes de compartilhamento.
Os serviços de assinatura de música e streaming representam hoje 20% das receitas digitais no mundo, e os canais on-line já representam 35% das receitas globais da indústria fonográfica. Os dados, de 2012, são da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD).
No Brasil, a assinatura para serviços de streaming alcançou 25,3% no mesmo ano, embora tenha tido queda de 18,6% em relação ao ano anterior - "o que deve ser recuperado com facilidade em 2013, em virtude do início das operações de diversos serviços de renome internacional, baixo custo mensal e acesso a acervos musicais ilimitados", diz a associação, em texto divulgado no site.
Ouvir música em formato digital, adquirida pela web, já é realidade, diz o produtor musical Gustavo Di Iorio. "Estive fora do país, e lá as pessoas compram músicas pelo iTunes (da Apple)." No Brasil, é tudo muito recente, e mesmo o produtor musical se simpatiza mais com os CDs e os vinis. Mas na sua avaliação, o streaming "é válido", também para os profissionais da música disponibilizarem suas composições.
"Embora a adesão esteja crescendo mais e mais a cada dia, ainda há um uma parcela muito grande de gente que não conhece o modelo de serviço de música por assinatura. Isso significa que há grande espaço no mercado brasileiro para a expansão do serviço oferecido pela Deezer", afirma Mathieu Le Roux, diretor da Deezer para a América Latina.
A empresa, que possui um catálogo de 20 milhões de músicas e 26 milhões de usuários no mundo, chegou ao Brasil em janeiro deste ano. Sem revelar o número de usuários por aqui, Le Roux afirmou que o País ficou, no primeiro dia, em segundo lugar no mundo em número de usuários, atrás apenas da França.
O serviço pode ser acessado pela internet (www.deezer.com/br) e por aplicativos nos dispositivos móveis, e integrado às redes sociais. "Os brasileiros descobriram hoje mais possibilidades da internet pelo celular do que por meio do computador, o que são fatores comportamentais de países mais 'avançados' tecnologicamente", opina o diretor da Deezer. Os preços da assinatura variam de R$8,90 a R$14,90 de acordo com o pacote (que podem ou não incluir dispositivos móveis).
O Rdio (www.rdio.com), que chegou em novembro de 2011 ao Brasil em parceria com a Oi, afirma por sua assessoria de imprensa que o Brasil é o terceiro maior mercado da empresa nos 24 países em que atua e o de maior crescimento em termos de novos usuários. O serviço está disponível na web e também em aplicativos desktop para Mac e PC, além de aplicativos mobile para iPad, iPhone, iPod Touch, Android, BlackBerry e Windows Phone 7. A assinatura custa de R$ 8,99 ou R$ 14,90, dependendo do pacote. Smartphones da Oi já saem com o aplicativo instalado.

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