Até a década de 60, as redes de comunicação usavam uma abordagem hierárquica, em que todos os nós se conectavam a uma máquina central. Dois exemplos clássicos são o mainframe, em que os terminais periféricos se conectam individualmente a um computador principal, e a telefonia, em que os aparelhos se conectam a uma central de comutação. Esse enfoque centralizado pressupõe a existência de ‘‘circuitos’’ interligando quaisquer entidades que se comuniquem num dado instante.
Esses circuitos podem ser permanentes, como na comunicação entre um terminal e o mainframe, ou temporários (‘‘comutados’’), como nos circuitos telefônicos. Neste último caso, os circuitos eram inicialmente comutados manualmente por uma telefonista e, mais tarde, passaram a ser comutados automaticamente por uma central telefônica automática. Com a introdução de centrais eletrônicas, os circuitos telefônicos deixaram de ser físicos e passaram a ser virtuais.
A abordagem das redes distribuídas, como a Internet, é radicalmente diferente. Uma rede de pacotes prevê que os nós estejam ligados pelo maior número de canais possíveis, e que todos os nós sejam capazes de receber e enviar ‘‘pacotes’’ (pequenos grupos de dados) para quaisquer outros nós. Cada nó é identificado por um endereço, e todo pacote tem um endereço de origem e outro de destino.
Desta forma, não é necessário um circuito entre duas máquinas para que elas possam se comunicar: os dados podem fluir desde o remetente até o destinatário ‘‘saltando’’ de nó em nó (ou seja: sendo ‘‘roteados’’).
A principal diferença entre o enfoque dos circuitos e o dos pacotes é que no segundo caso, em que não há um ‘‘computador central’’, é necessário destruir praticamente todos os nós da rede para impedi-la de funcionar. Em plena Guerra Fria, foi este o motivo fundamental que levou o Governo americano a criar sua rede de pacotes, a Arpanet, que acabaria por se transformar na Internet.
E há mais diferenças importantes.

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