Andres Otero/Agência Estado
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A informática exerce verdadeiro fascínio nos jovens. É melhor ainda quando começam a ganhar dinheiro com elaAos 13 anos, Bill Gates desenvolveu seu primeiro software. ‘‘Era um programa de jogo-da-velha feito em um computador enorme, desajeitado, lento e absolutamente fascinante’’, descreve o chefão da Microsoft em seu livro A Estrada do Futuro. Depois desta experiência com um terminal de computador sem tela, o garotinho de Seattle percebeu que poderia dar ordens à máquina e receber respostas imediatas.
Ele acabou se envolvendo de tal maneira com a tecnologia que, aos 17 anos, escreveu o Basic para o MITS Altair. Aos 18, abriu a Microsoft Corporation com um outro colega micreiro chamado Paul Allen. Hoje, Gates é considerado o homem mais rico do mundo, com uma fortuna acumulada em US$ 18 bilhões.
Muitos adolescentes brasileiros repetem hoje o que o dono da maior e mais famosa fornecedora de softwares para micros fez no passado. Eles passam dias inteiros na frente do micro, fuçando e xeretando tudo o que vêem pela frente.
O ritual de iniciação destes alucinados por tecnologia começa lá pelos 8 anos, idade em que eles se encantam por joguinhos de videogame ou CD-ROMs de estratégia e simulação de vôo. Com o tempo, partem para a busca desenfreada da programação. Eles têm sede de saber. Querem conhecer o que existe por trás de um game ou aplicativo. Querem entender como o aviãozinho da tela consegue se mexer de um lado para o outro.
Resultado: aprendem rápido a lógica dos programas, montam e desmontam computadores com facilidade, fazem previsões para o futuro, navegam na Rede atrás de mais informações sobre hardware e software, ensinam pais e amigos a mexer no micro e, o melhor de tudo, ganham dinheiro. Alguns conseguem até emprego em famosas companhias da área. Outros vão mais longe e abrem uma empresa para desenvolver novas tecnologias.

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