Os fabricantes dizem que já encontraram a receita do notebook ideal para o usuário. Foram anos de testes. O tamanho do gabinete e do teclado está praticamente padronizado, de forma a proporcionar um certo conforto (nada comparável ao desktop) na hora de trabalhar. A tela também não deve aumentar de tamanho, ficando entre 12,1 e 13,3 polegadas. A tecnologia é dual scan (mais barato e leve) ou matriz ativa (de muito melhor resolução). O dispositivo apontador (equivalente ao mouse) é o touch pad, aquele quadradinho abaixo das teclas. Basta movimentar o dedo ali para deslocar a seta na tela. Para clicar, aperte o botão ou dê uma (ou duas) batida na superfície. Os track balls e track points foram reprovados.
A distância entre o desktop e o notebook também tem ficado menor. Os portáteis mais sofisticados já usam chips Pentium MMX de 166 MHz, com leitor de CD-ROM de 10x e sistema de áudio embutido. O fax/modem vem em forma de cartão PCMCIA espetado em um slot externo e pode ser conectado a um telefone celular. Como todos os fabricantes passam a oferecer os mesmos recursos, a guerra começa a ser travada no campo do preço.
O clima também está esquentado em uma outra categoria de produtos: a de handheld, nome dado aos antigos palmtops. Para quem não se lembra, palmtop era um equipamento um pouco maior do que uma agenda eletrônica, mas com programas como editor de textos, planilha eletrônica e, claro, agenda. O problema era que os softwares eram proprietários e não-compatíveis com o DOS ou Windows. O cenário mudou quando a Microsoft lançou, no fim do ano passado, o Windows CE e versões simplificadas do Word e Excel. Chegaram ao mercado o Velo 1, da Philips, Cassiopeia, da Casio e, mais recentemente, o Psion, da inglesa Psion PLC, que começa a ser vendido esta semana nas lojas Plug Use (ver matéria abaixo).
Vários desses produtos foram apresentados na PC Expo, em junho, em Nova York. Esses fabricantes levaram o maior susto quando a Toshiba lançou, neste mesmo evento, o Libretto 50 CT. Ele mede 21 x 11,4 cm e pesa apenas 832 gramas. Usa processador Pentium de 75 MHz e vem com 16 MB de memória, disco de 772 MB, tela colorida matriz ativa de 6,1 polegadas e com drive de disquete externo. Seu preço nos EUA é de US$ 2 mil. Deve ser lançado aqui até agosto.
Segundo Pedro Saenger, gerente da divisão de notebooks da Semp-Toshiba, a grande vantagem do Libretto sobre os handhelds é que ele roda o Windows 95 e todos seus aplicativos, e não as versões reduzidas. ‘‘Estaremos direcionando o produto para executivos e também para os profissionais de vendas’’, diz.

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