O poder de processamento dos notebooks está bem maior hoje, embora o máximo que se veja seja um Pentium III de 850MHz (enquanto um desktop já chega a 1.4 GHz). Segundo Brant, um notebook do tipo 3-spindle (que pode ter três elementos girando dentro da máquina) comporta, além do HD, mais dois drives (CD e DVD, DVD e CDRW, e assim por diante). E pode-se personalizar os modelos conforme a necessidade.
E como garantir que um poderoso Pentium III dê tudo de que é capaz na hora do vamos ver? Isso, naturalmente, passa pelo processo de refrigeração do chip, que evita seu superaquecimento e a consequente perda de desempenho. Nesse campo, as soluções são ainda mais engenhosas.
Walter Merege revela que a refrigeração do Portégé, por exemplo é... a água, usando um conduto em que ela se evapora e condensa, num ciclo que se repete.
Já Gustavo Brant explica que a Dell pesquisou exaustivamente a posição do processador dentro do notebook até encontrar o lugar ideal, no canto superior direito do notebook, a parte mais fria. Em cima dele, fica o dissipador de calor – que sai por um conduto de cobre, até chegar num ‘mini-radiador’, com uma saída para um ventilador. Este, por sua vez, é ligado a um exaustor na outra ponta do notebook, que garante a circulação do ar.
Outra tendência na tecnologia dos notebooks são os mini-PCIs, que correspondem aos slots PCI nos desktops. Cristina Palmaka, diretora da unidade de computadores pessoais da Compaq, conta que a empresa aposta na novidade. ‘‘Devemos estar lançando uma nova linha Presario nas próximas semanas que deixará muitos experts interessados, pois vai incorporar gravador de CD, DVD e designs mais arrojados. A linha que lançamos em novembro nos EUA já permite upgrades rápidos apenas intercambiando slots. Ou seja, pode-se trocar um CD-ROM por um DVD ou CDRW substituindo apenas os slots. Isso aumenta a portabilidade e auxilia num trabalho em que se possa precisar de um DVD num momento e de um CD-ROM no outro’’, diz.

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