Métodos de pesquisas do IBGE e FIEP são divergentes
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
Uma diferença metodológica entre as pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) causa distorções nos resultados econômicos paranaenses levantados pelos institutos.
No que diz respeito à atividade industrial, a metodologia usada pelo IBGE aponta queda na produção enquanto a FIEP indica crescimento. Em janeiro de 2000, o IBGE apontava um decréscimo de 2,7% da atividade industrial, enquanto a FIEP apontava um crescimento de 3%.
De acordo com o economista Gilmar Mendes Lourenço, coordenador do núcleo de estudos econômcios do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o IBGE não considera os movimentos recentes da economia local. A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), feita pelo IBGE, tem como base informações de 1985 e não consegue captar dois movimentos recentes da economia local.
A metodologia do IBGE não consegue apreender as profundas modificações quantitativas e qualitativas da base produtivas entre 1986 e 1994 e não considera a nova safra de investimentos, que se deu entre 1995 e 1999, diz o economista.
A PIM-PF é um indicador mensal de evolução da produção física da indústria com base em amostra de produtos e estabelecimentos, cobrindo cerca de 50% do valor bruto da produção do setor industrial do censo de 1985. O levantamento da FIEP é mais abrangente, incluindo variáveis como emprego, utilização da capacidade instalada, exportações, salários e vendas, além da amostra contemplar mais de 90% do faturamento setorial.


