Método fitoterápico ajuda a salvar vidas
MÉTODO FITOTERÁPICO
AJUDA A SALVAR VIDAS
À base de medicamentos totalmente naturais, o Método Canova já produziu vários casos de remissão do câncer
Telma Elorza
Um diagnóstico de câncer hoje não é a mesma sentença de morte de algumas décadas atrás. Milhares de pesquisas vêm sendo realizadas no mundo todo em busca da cura e vários tratamentos bem- sucedidos são aplicados para o controle e remissão da doença. Mesmo assim, o câncer é uma das doenças que mais matam no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde estão previstos, para este ano, 269 mil casos de câncer no Brasil, com uma estimativa em torno dos 108 mil óbitos, cerca de 40,1% dos casos.
De alguns anos para cá, vários tratamentos alternativos - aliados ou não à quimioterapia e radioterapia - vêm chamando a atenção de médicos e pacientes, que procuram soluções pouco ortodoxas como forma de resolver ou minimizar o problema. Um deles, com vários casos de sucesso em seu histórico, é o Método Canova, que foi apresentado aos oncologistas londrinenses, no último dia 7, pelos médicos argentinos Alfredo Luiz Valenti, Martins Langues e Maria Del Carmen Cirigliano.
Trabalhando com o método há mais de 15 anos, os três trouxeram registros clínicos de vários pacientes - inclusive casos de remissões totais - para comprovar a prática. Os registros foram apresentadas em uma palestra para os médicos londrinenses.
Segundo o médico Alfredo Valenti, o método é um complexo de medicamentos à base de derivados fitoterápicos e extratos minerais, animais e vegetais, totalmente naturais, que atuam no sistema imunológico do pacientes. Ele é imuno-regulador, que estimula e regula as defesas próprias do organismo. Isto melhora o estado geral do paciente - afirma. Segundo ele, este fator é o mais importante no tratamento do câncer. O paciente pode ficar muito debilitado com os métodos convencionais, que são invasivos e altamente tóxicos - explica.
Segundo ele, com aplicação do método, a remissão pode ser total ou parcial. Mas, nos casos onde não há remissão total, o paciente pode perfeitamente conviver com o tumor. E aponta o caso de uma paciente argentina, de 28 anos, que convive com um osteosarcoma (câncer de osso) no maxiliar desde os quatro anos de idade. Esta menina teve que interromper a radioterapia e não podia ser submetida à quimioterapia. Estava condenada, não teria muito tempo de vida. E a mandaram a nós, do Laboratório Canova, como último recurso. Em 96, ela teve que se submeter a uma cirurgia nasal e a biópsia, feita nos Estados Unidos, confirmou o osteosarcoma de alto grau de malignidade porém com calcificações e membranas normais. Isto quer dizer que o tumor está lá, mas não evoluiu e a sobrevida da menina aumentou consideravelmente - conta.
Segundo a médica Maria Del Carmen Cirigliano são muitos os casos de remissão total com o método. Eu mesma acompanhei casos assim e trouxe o registro de alguns para comprovar. Ela conta o caso de um senhora argentina que desenvolveu um caso de câncer ginecológico com ovários e útero totalmente comprometidos. Esta senhora, de 60 anos, parecia que estava no nono mês de gravidez. Os médicos tentaram uma laparotomia mas só observaram, fecharam e a mandaram para casa. Pelos seus registros, teria, no máximo, mais um mês de vida. Hoje, cinco anos depois, ela não tem mais nada. Está em alta. Aqui está registrado o último exame - mostra os registros.
Por enquanto, o método vem sendo utilizado somente na Argentina e em algumas cidades brasileiras, como Curitiba. Tivemos uma boa supresa ao sermos informados que um médico curitibano, que começou a usar o método Canova em novembro do ano passado, apresentou quatro casos com remissões quase totais em apenas cinco meses - diz Alfredo Valenti.
Segundo os médicos, o método é simples: um único medicamento, diluído de acordo com o caso, aplicado por via injetável, nebulização e via oral. Nos dois primeiros anos, a maioria dos casos é tratada com uma combinação dos três tipos de aplicação - explica Maria Del Carmen. A partir daí, de acordo com a resposta do paciente, aplica-se apenas por via oral. Os médicos afirmam que não existem efeitos colaterais nem contra-indicações. Também não existe dose tóxica, podendo ser aplicado com qualquer tipo de medicamento, já que o potencial do mesmo melhora o estado geral do organismo - afirma Valenti.
Segundo eles, aplicando o método Canova de forma prévia de 20 a 60 dias antes da radioterapia e quimioterapia, reduz consideravelmente seus efeitos colaterais. Além disto, ele diminui a dor que o doente sente, possibilitando a redução de analgésicos potentes, agindo sobre o sistema psicoemocional, melhorando o estado de ânimo da pessoa. Também melhora o apetite - diz Valenti. Quanto ao tumor propriamente dito, os médicos observam que há uma diversidade de ações, com características individuais para cada doente. Pode ocorrer desde a calcificação do tumor até seu desaparecimento - explica. Para eles, porém, o método não pode ser visto como milagroso e substituto de todos os outros tratamentos clássicos. A cirurgia, por exemplo, é soberana. Eu mesma fiz uma, para retirada de um tumor, antes de vir para cá. Mas, aliando o método Canova, podemos aumentar a qualidade de vida, diminuir a dor e efetuar tratamentos clássicos a pacientes nos quais, por seu estado debilitado, não era possível efetuá-los. Podemos até curá-los - afirma Maria Del Carmen.
Em Curitiba, pode-se saber mais sobre o método na Canova do Brasil, pelo fone (041) 362-3969.





