Gilson AbreuJean Gans, da Metalúrgica Gans: 30 pedidos fechados somente em janeiro e vendas para Argentina e ParaguaiA Metalúrgica Gans, de Curitiba, está aproveitando a Internet para ampliar seus negócios no Mercosul. Há seis meses com uma home page na rede, a indústria recebeu em janeiro 30 pedidos. Atualmente, 2% do faturamento da empresa vêm das vendas através da Internet, inclusive para Argentina e Paraguai.
‘‘Mês passado, 280 pessoas acessaram nossa home page. Umas 35 enviaram e-mails pedindo mais informações e 30 fizeram pedidos’’, diz o diretor da metalúrgica, Jean Gans. Segundo ele, além de oferecer mais uma alternativa de contato aos antigos clientes, a rede serve também para conquistar novos compradores, principalmente no exterior.
Mesmo quem não vende diretamente através da Internet está satisfeito com a participação na rede. É o caso do gerente de informática da Inepar, Nicolau Martins. A home page da Inepar é institucional, apenas com informações sobre a empresa. ‘‘Nosso objetivo na Internet não é exatamente vendas. Mesmo assim, tivemos mais de mil consultas desde setembro’’, afirma.
Há empresas que entram na Internet mais para comprar que para vender. É o caso da Technoblock, que produz equipamentos para câmaras frigoríficas. ‘‘Somos importadores e consultamos as home pages de muitos distribuidores’’, diz Paulo Lopes da Silva.
Desde novembro é possível fazer reservas no Hotel Rochelle através da Internet. Com textos e fotos, a home page traz informações sobre o hotel como localização, preços e eventos. Acessando a página para reservas, o internauta preeenche um formulário e aguarda uma ligação telefônica para confirmar a hospedagem. Segundo o gerente Fábio Adriano da Silva, 150 pessoas acessaram a home page do hotel em dezembro. No Hotel Rayon, do mesmo grupo, são feitas mensalmente quatro reservas via Internet.
‘‘Em vários ramos, as home pages são o primeiro passo para o negócio’’, diz Carlos Escarpin, diretor do BSI, provedor de acesso à Internet. ‘‘O comerciante brasileiro ainda não tem esta tradição de vendas, embora o mercado seja imenso’’, diz Alexei Antoniuk, diretor do Conex, outro provedor. Segundo ele, Curitiba, que tem atualmente 10 mil usuários da rede, vai chegar ao final do ano com 100 mil computadores acessando a rede. (L.L.)

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