Mesmo em número reduzido, as mulheres se destacam no mercado de TI
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quarta-feira, 07 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
Experimente entrar em uma sala de aula dos cursos de Engenharia da Computação, Ciências da Computação ou Sistemas de Informação. A primeira coisa que muitos percebem, mas não estranham, é o reduzido número de mulheres estudando no meio a uma pá de homens.
Esta é a realidade de Gabriela Schimidt, de 17 anos. Da turma de 40 alunos do primeiro ano de Sistemas de Informação do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), apenas ela é do sexo feminino. Gabriela, assim como outras professoras e profissionais do setor, já esperavam encontrar este cenário nos bancos das faculdades e no mercado de trabalho. Mas, mesmo em uma área dominada pelos homens, as poucas mulheres que atuam na área se destacam.
Nas três universidades que oferecem cursos superiores relacionados à Tecnologia da Informação há turmas que chegam a se formar sem nenhuma mulher. Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), grande foi a surpresa quando, em uma turma de 40 alunos, sete eram do sexo feminino, conta Jandira Guenka, docente do curso.
Na Universidade Norte do Paraná (Unopar), a diferença aumenta. A turma do período noturno tem 70 alunos e, neste ano, apenas cinco mulheres se matricularam no curso de Engenharia da Computação. De acordo com a professora Simone Tanaka, do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), na pós-graduação, a situação se repete.
Entretanto, as mulheres que ingressam nestes cursos são decididas: já chegam cientes de sua vocação e têm em mente qual caminho desejam seguir na careira, acrescenta a professora do curso de Engenharia da Computação da Unopar, Cristiane Mashuda.
Seja dentro ou fora da universidade, elas se mostram mais detalhistas, minuciosas, exigentes, dedicadas, persistentes e não aceitam ir embora com dúvidas da sala de aula.
Leia mais na reportagem de Mie Francine Chiba
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