Segundo Marsal Branco, um dos vice-presidentes da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais, já existe grande produção de jogos indie no Brasil. Ele cita Toren como um exemplo reconhecido mesmo no exterior. "Existe hoje uma demanda e facilidade para iniciar projetos de jogos independentes com parcerias entre universidades e profissionais do mercado. Por outro lado, na minha opinião, a gente não vê conversão deste cenário independente em retorno financeiro."
O mercado de games indie no Brasil está ainda em sua infância, diz Renato Simioni, da produtora londrinense Reiza Studios. Para de fato crescer, é preciso o desenvolvimento em várias frentes. "Desde políticas de incentivo aos games, ou ao menos leis menos restritivas, principalmente as fiscais, no que diz respeito ao preço do produto final, mais empresas investindo neste mercado e maior capacidade de formação de profissionais na área." Conforme a pesquisa da Gartner, apenas 0,01% do que se fatura com jogos vai para criadores brasileiros.
Para Vitor Leães, da Swordtales, a Lei Rouanet poderá ajudar a impulsionar o mercado de games brasileiro. "Se conseguimos captar recursos através da Lei de Incentivo à Cultura, pode ter certeza de que muitos outros jogos conseguirão. Mas antes disso, precisamos manter os pés no chão: os jogos ainda não contam com políticas de incentivos tão grandes e consolidadas como vemos na produção audiovisual."(M.F.C.)

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