''O HPC pode ajudar em qualquer tipo de atividade que tem necessidade de cálculos matemáticos complexos e que, em ambientes normais de processamento, levariam dias para serem concluídos. Há também situações em que alguns milissegundos podem fazer a diferença de se fazer um bom ou mau negócio'', observa Rodrigo Fraga, do Cimcorp.
Para ele, outra vantagem da ''supercomputação'' é a alocação de recursos computacionais dispersos geograficamente em um único cluster de processamento (associação de computadores). De acordo com Fraga, existem alternativas diferentes para a computação de alta performance que passam pelos supercomputadores científicos e pela infraestrutura de HPC propriamente dita.
Os supercomputadores são caros e controlados, enquanto o HPC utiliza computadores tradicionais com softwares chamados de ''middleware'' e aplicações customizadas geralmente desenvolvidas pelos próprios usuários, na sua maioria professores, cientistas e pesquisadores. ''É um mercado em franco desenvolvimento, sendo possível já encontrar aplicações para diferentes usos como construção de aviões e carros'', conclui Fraga.
Na visão dele, o HPC já é muito utilizado no País para fins de pesquisas nos setores de construção aeroespacial, petrolífero e de previsão do tempo. ''À medida que novas aplicações surgem, o HPC pode resolver muitos problemas, alguns que ainda nem sabemos que existem.'' (M.F.C.)

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