MERCADO DIGITAL - O que você está fazendo nas redes?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
Qualquer pessoa ou empresa pode estar nas redes sociais, mas poucos conseguem tirar vantagens disso. Este é o assunto que o consultor João Paulo Balthazar começa a tratar a partir de segunda-feira em coluna na FOLHA. Ele presta consultoria para empresas que desejam focar esforços e investimentos nesse novo filão.
Não é a toa que existem profissionais especializados nisso. Muitas empresas estão preocupadas em estar nas redes sociais, mas não possuem um propósito que vai fazer com que as pessoas que estão lá continuem na lista de amigos ou com que novos contatos sejam conquistados. E muitas pessoas acabam subutilizando uma ferramenta que pode contribuir, e muito, para a sua imagem corporativa.
''Muitas empresas começam a trabalhar mídias sociais porque é moda e porque acha que é lugar de propaganda, e não de diálogo'', comenta Balthazar. Ele diz que é preciso ter um planejamento do que se deseja fazer ali dentro, ou corre-se o risco de ser mais um dos muitos perfis fantasma que existem nas redes: aqueles que solicitam amizades e então desaparecem quando a missão está cumprida.
Quem sou eu
O propósito claro da presença na rede social pode ajudar muitas pessoas que procuram por informações sobre a empresa. Dar informações institucionais, falar sobre ações sociais, mostrar os investimentos, publicar informações úteis. ''Primeiro, a empresa deve gerar conteúdo, depois chamar as pessoas'', explica Balthazar.
Para isso, pode-se partir do básico: um texto bem objetivo no ''quem sou eu''. Assim, elimina-se, principalmente no caso do perfil pessoal, a enxurrada de solicitações de amizades de pessoas com quem você não deseja manter contato, pelo menos ali naquele contexto.
Aceitar? Recusar?
''A maioria dos usuários ainda tem constrangimento de ignorar pedidos de amizade'', observa o consultor. Recusar solicitações de amizade não é nenhuma indelicadeza, ele afirma. ''As pessoas precisam entender que é preciso aceitar as afinidades.''
À vista de todos
Manter contato com os amigos distantes, retomar contato com amigos de infância, falar de suas habilidades e ambições profissionais. Ter um propósito é uma atitude que pode fazer diferença no perfil da rede social. Afinal, quem está lá, é para ser visto. Já está mais que provado que as empresas já utilizam esse meio para saber mais do candidato a uma vaga. ''As redes sociais são um livro aberto. Podem influenciar de forma negativa ou positiva.''
O publicitário Gustavo Luiz Ferreira Santos mantém, desde que começou a onda de redes sociais no Brasil, uma página no Facebook, outra no Twitter, outra no Orkut, outra no MySpace... Até para ficar por dentro do que acontece nesse mundo, parte do seu trabalho.
Mas aproveita para buscar informações culturais em pílulas no Twitter e divulgar a banda de rock independente em perfil no Facebook, onde também tem uma página pessoal. ''Coloco notícias da banda, agenda. Já no âmbito pessoal, meu objetivo maior é o profissional.''


