Ao mesmo tempo em que até os mais respeitados sites de compras pela internet estão passando por problemas com a entrega de produtos, o comércio virtual conquista cada vez mais adeptos, registrando crescimento expressivo acompanhado da temporada de compras do Natal.
Recentemente, os conhecidos sites de compras da B2W - Americanas.com, Shoptime e Submarino - foram notificados pelo Procon de São Paulo por descumprirem os prazos de entrega de seus produtos. Neste contexto, milhões de consumidores brasileiros podem estar se perguntando se é seguro fazer compras pela internet neste período de alta demanda.
O mesmo movimento verificado no comércio tradicional neste período do ano também é sentido no comércio virtual. Estima-se que cerca de 15% dos pedidos recebidos anualmente no comércio eletrônico ocorram no Natal. A previsão é que o setor nesta temporada de compras tenha alta de 20% em relação ao mesmo período do ano passado, com faturamento que passa dos R$ 2,5 milhões.
Na opinião do gerente de Marketing de produtos da Locaweb, empresa de hospedagem de sites na internet, Guilherme Mazzola, com a alta demanda de pedidos neste período do ano, os sites precisam se atentar, principalmente, à sua estrutura de logística - para estarem aptos a entregar todas as encomendas no prazo estipulado - e de atendimento.
Isso foi o que fez a loja virtual londrinense MegaMamute. Para atender a demanda do Natal, contratou mais funcionários e também está realizando testes com mais duas transportadoras. ''Logística e atendimento são processos fundamentais neste período do ano'', observa o gerente de Marketing da empresa, Willian Costa.
O site, que já passa pelo seu quarto Natal, despachou, em novembro, uma média de 220 pedidos por dia e prevê, em dezembro, um volume 70% maior. Considera-se que o último trimestre seja o melhor período de vendas, tomando 30% a 35% das transações realizadas no ano. A loja virtual prevê ainda um aumento de 118% nas vendas em relação à data comemorativa de 2010.
De acordo com o gerente de logística da loja, Fábio Sanches, o transporte terceirizado representa o maior gargalo e a etapa mais suscetível a falhas do comércio eletrônico. Willian Costa afirma ainda que o País, como um todo, não conta com estrutura suficiente em transportadoras para atender o e-commerce brasileiro. ''Por isso trabalhamos com o maior número de transportadoras possível para que, se houver algum problema, possamos redirecionar o fluxo.'' A empresa trabalha atualmente com cinco transportadoras. Os prazos de entrega do site variam de dois (para Sedex, e-Sedex e TAM) a 10 dias úteis (PAC).
Marcelo Pitta, gerente de Marketing do Shopfato - e-commerce do Super Muffato que entrou no ar este ano -, concorda que o transporte terceirizado é o que exige maior atenção para que os pedidos cheguem no prazo - e em perfeitas condições. Para minimizar atrasos, o site procura antecipar as entregas. ''O planejamento logístico de transporte é muito importante para evitar problemas.''
A previsão do canal de compras on-line do Super Muffato é que as vendas tenham um incremento de 25% nos meses de novembro e dezembro em relação aos meses anteriores. As vendas de Natal representam 15% das transações feitas no ano, afirma Pitta. O ticket médio gasto pelos consumidores varia de R$ 80 e mais de R$ 1 mil. ''A expectativa é grande, pois cada vez mais os consumidores optam pela comodidade e facilidade.''

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO DIGITAL - Natal aumenta vendas no e-commerce