MERCADO DIGITAL - iPad já é vendido em Londrina
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Com muita expectativa, o mais desejado equipamento da Apple atualmente - o iPad - começa a dar sinais de vida no Brasil. Oficialmente, o tablet (dispositivo de tela pequena e sem teclado físico) ainda não chegou em terras tupiniquins - e nem tem previsão de chegada, segundo a assessoria de imprensa do fabricante - mas algumas lojas em Londrina já comercializam a novidade a alguns poucos que não se importam em pagar mais para ter o equipamento em mãos antes que a maioria. Para isso basta desembolsar entre R$ 2.099 e R$ 3.350 (dependendo da capacidade de armazenamento do produto). Nos Estados Unidos, os preços partem de US$ 499 (16GB).
O iPad é um tablet de tela sensível com apenas 24,2 centímetros de altura por 18,9 cm de largura com espessura de apenas 1,3 cm. O equipamento pesa 680 gramas. Entre as suas funções estão: acesso à internet, caixa de e-mails, visualização de fotos e arquivos de vídeos e músicas, jogos e e-books. A primeira versão do equipamento oferece acesso à internet Wi-Fi, enquanto a segunda permite navegar também via 3G. A sua tela tem retroiluminação por Led e possibilita ângulo de visão de até 178 graus. O teclado é virtual, o mesmo utilizado no iPhone. Além disso, o seu formato permite visualização em formato de retrato ou paisagem, que pode ser modificada conforme o manuseio do aparelho.
Segundo Wendel Borges, gerente de negócios da Compusystem, o uso doméstico para entretenimento é o principal motivo que leva os consumidores a procurar por um iPad. Em 40 dias com o tablet em exposição na loja, 20 unidades do aparelho foram vendidas aos londrinenses. ''Esse público (que comprou o aparelho) gosta muito da linha Apple, é usuário e sabe como funciona ou é aquele aficionado por tecnologia'', diz Borges. Na sua avaliação, inclusive, trata-se do ''lançamento do ano''.
''O iPad veio com a expectativa de e-reader (leitor de livros), mas conforme o uso, percebe-se que o aparelho proporciona uma experiência nova de navegação'', avalia o gerente. A sua interface - assim como a de outros aparelhos da Apple - tem navegação intuitiva que ganha mais intensidade com a experiência do touchscreen, que comporta diversos tipos de comandos gestuais e não só o simples ''bater dos dedos'' sobre a tela. Na sua opinião, inclusive, a tendência é que o interesse e as vendas aumentem principalmente depois do lançamento do produto.
Na loja situada no Catuaí Shopping, o produto em exposição gera muita curiosidade. O estudante Pedro Henrique de Castro Botura e o representante comercial Humberto Simões, ao passarem por lá, ficaram surpresos ao se deparar com um iPad. Simões, que já tem um iPhone, admite que na ocasião do lançamento do produto ficou tentado a comprá-lo. Botura também afirma que a novidade despertou o seu interesse e não descarta a possibilidade de adquirir o equipamento. ''Quem sabe no final do ano'', comenta.
Já o estudante Luan Cavalari Labigalini já ''estava de olho'' no iPad desde que o aparelho foi lançado. Críticas negativas que apareceram na mídia, diz, lhe despertaram ainda mais o interesse. Ele viaja este ano para a Espanha e aguarda iniciativa dos pais para ter algo com que desfrutar ainda mais a temporada. ''Ler livros, digitar textos, entrar no Orkut...'', enumera o que poderia fazer com um desses aparelhos na mão.
Já o gerente comercial da By Show, Tázio Gaspari, afirma que a procura pelo equipamento ainda é ''tímida''. ''O que se vê no mercado é que é um produto que vende bem, mas converso com várias pessoas que dizem que vão ao exterior e trazem de lá ou procuram nas capitais'', observa. Apenas dois iPads, que ficaram em exposição na loja no período próximo ao lançamento, foram vendidos na loja. Pela baixa procura, a venda ainda é feita sob encomenda. Gaspari diz esperar que no final do ano o interesse aumente. Depois de feita a encomenda, ele afirma que o fornecedor, em São Paulo, demora cerca de dez dias úteis para entregar o aparelho em Londrina.


