MERCADO DIGITAL - Cuidado com a pirataria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de maio de 2010
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Quem nunca comprou um produto pirata que atire a primeira pedra. Além da prática disseminada pelos falsificadores, comprar produtos não genuínos parece fazer parte do hábito de consumo de muitos brasileiros. Uma pesquisa encomendada pela Microsoft revelou que 23% das pequenas revendas e montadores de computadores de Londrina e 26% desses estabelecimentos de Curitiba oferecem e vendem software falsificado. Na Região Sul a média é de 29%, enquanto no País o índice é de 27%.
Inicialmente, a pesquisa foi feita com o objetivo de testar a qualidade do atendimento dispensado aos consumidores e a orientação quanto à sua compra. O resultado levantado por meio de uma pesquisa denominada Mystery Shopper (Comprador Misterioso) mostrou que a prática é disseminada também entre revendedores parceiros da multinacional e estabelecidos formalmente. O pesquisador, sem se identificar, simulava uma consulta de preço no ponto de venda. O levantamento foi realizado entre outubro de 2009 e janeiro deste ano com mil revendedores de todas as regiões do País.
De acordo com a pesquisa, o Centro-Oeste é a região que registrou o maior número de ofertas com o software não genuíno, com índice de 40%; seguido do Nordeste com 31%; o Sul com 29%; e o Norte com 27%. A Região Sudeste registrou o índice mais baixo do levantamento com 23% das revendas oferecendo software não-original. Entre as revendas pesquisadas em Londrina que vendem produtos falsificados, 23% oferecem pirataria, enquanto 19% delas tentam comercializar o computador sem a instalação de qualquer software. Isso significa que o consumidor, muitas vezes por desconhecimento compra apenas o aparelho (hardware) e descobre depois que terá que instalar um programa (software) para poder usar o equipamento.
O consumo de pirataria reflete o comportamento da sociedade e a aceitação por esse tipo de produto, avalia Antônio Eduardo Mendes, gerente de Políticas de Licenciamento da Microsoft Brasil. Segundo dados do IDC, empresa líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos em Tecnologia da Informação, cerca de 58% dos softwares comercializados no Brasil é falsificado. A estimativa é que essa prática causa um prejuízo de US$ 1,64 bilhão por ano, o suficiente para afetar toda a cadeia produtiva, como a geração de empregos e a arrecadação de impostos.
O Brasil, inclusive, seria o campeão da pirataria entre os países do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). O Brasil é o 9º país no ranking mundial dos mais prejudicados pela pirataria.
Atualização
Para tentar coibir o avanço da pirataria, a Microsoft lançou o programa Office 2010 Technology Guarantee. A iniciativa permite que os consumidores que adquirirem e ativarem o Office 2007 até 30 de setembro recebam, sem custo, a atualização para o Office 2010 por meio de download. O upgrade estará disponível a partir do lançamento do novo produto no mercado previsto para o segundo semestre. Poderão participar do programa os consumidores que adquiriram um computador novo com o Office 2007 ou o produto separadamente no varejo.


