Mercado cresce em média 8% ao ano
Embora os nutricionistas preguem com muita frequência que com uma dieta balanceada e variada, repleta de batatas doce, espinafre, cenoura, laranja e, é claro a vedete da temporada, acerola, não há risco de ocorrer a vitaminose, carência de vitaminas no organismo, o mercado mundial de suprimentos vitamínicos cresce cerca de 8% ao ano. Só nos Estados Unidos esse negócio movimenta anualmente mais de 4 bilhões de dólares.
É certo que nossas avós já sabiam que o bom e velho feijão é rico ferro e vitaminas B muito antes do bomm das vitaminas, que aconteceu durante a década de 70, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil (onde todo mundo pelo menos conhece alguém que toma algum tipo de complexo vitaminado) a onde começou na década de 80 e, ao que tudo indica deve continuar em alta durante este fim de século.
Geralmente quando se fala em vitaminas a primeira coisa que vem em nossas cabeças é um bom, grande e colorido comprimido, mas as vitaminas são encontradas também em todos os alimentos orgânicos, só que em quantidades mínimas e aí é que está o problema.
Nutrientes perdidos O bioquímico norte-americano Earl Mindell, autor da Biblía das Vitaminas, um best seller, que na década de 80 vendeu mais de três milhões de exemplares em todo o mundo, já pregava a pleno pulmões a necessidade de um complemento vitamínico apesar de um dieta balanceada. Mindell mostra em seu livro como a maioria dos alimentos que comemos foram processados e, em consequência disto, foram perdidos muitos nutrientes.
Para se ter uma idéia as verduras cozidas, tão recomendadas por todas as pessoas, deixam escapar quase todas as vitaminas solúveis em água durante seu preparo. O prato final pode conter, depois até 40% menos de vitaminas B e 70% menos de vitamina C. Outro bom exemplo é o peixe, que quando frito deixa na frigideira cerca de 10% de sua vitamina B12 e 20% de vitamina B3.
Embora muitos desses complexos possam ser sintetizados em laboratório, a maioria das vitaminas é mesmo extraída de fontes naturais. A vitamina A, por exemplo, geralmente é extraída do óleo de fígado dos peixes. A vitamina E, vem do germe de trigo, soja ou milho, entre outros alimentos que produz essa substância. (I.L.)





