Entre as indagações do estudo, um ponto polêmico: a Internet está substituindo alguma outra mídia? A pesquisa descobriu que, apesar de conectados e não-conectados terem acesso à televisão em igual percentual (97%), o número de horas em frente à TV varia consideravelmente. Eles passam quase o mesmo tempo lendo livros ou jornais e falando ao telefone, mas os internautas assistem 28% menos à TV do que os não-internautas.
Conectados e desconectados também divergem quando o assunto é a importância da Web. Quase dois-terços (66%) dos usuários e menos da metade (49,3%) dos não-usuários acreditam que a Internet e outras novas tecnologias de comunicação contribuem para um mundo melhor. Mas nem tudo é divergência entre eles. Ambos os lados concordam que as crianças podem ter acesso a material impróprio na Rede. Numa escala de um (discorda totalmente) a cinco (concorda totalmente), a média de resposta dos usuários foi de 4,2 e a de não-usuários, 4,3. Foi o mais alto nível de sintonia em todo o estudo.
Ao tentar mensurar a credibilidade da Rede, os pesquisadores da UCLA constataram que pouco mais da metade dos usuários (54,7%) crê que as informações veiculadas on-line são precisas e confiáveis. Paradoxalmente, 67,3% dos usuários consideram a Web importante fonte de informação. Os não-usuários confiam ainda menos na exatidão das informações on-line.
A Internet contribui para mudanças no comportamento de seus usuários? Aparentemente, não. O estudo mostra que há poucas divergências entre usuários e não-usuários neste assunto. Em comparação com não-internautas, os internautas reúnem-se menos com os demais membros da família, mas passam um pouco mais de tempo fora, em clubes ou organizações que empregam voluntários. Os internautas, frequentemente tachados de sedentários por passarem horas à frente do computador, também se exercitam um pouco mais do que os não-usuários.
Sobre comércio eletrônico, algumas informações interessantes surgiram com a pesquisa. Uma delas é a conexão entre tempo de uso da rede e confiança no e-commerce. Quando mais experiência on-line tem a pessoa, mais a sua propensão a fazer compras na rede. E quem fica mais tempo conectado? Justamente aqueles que têm maior renda e grau de instrução. Conveniência, economia de tempo e disponibilidade de informações sobre produtos e serviços são os três fatores principais que levam o internauta a lançar mão de seu cartão de crédito na rede. Mas o receio de fraudes ainda é grande: 91,2% dos usuários entrevistados temem pela segurança do cartão no comércio virtual.

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