Medicamentos
são aliados
da cura
Os médicos são unânimes: o acompanhamento psicológico é importante para superar o problema mas não traz a cura da crise da depressão. O professor de psiquiatria, chefe associado do Departamento para Pesquisa do Colégio de Medicina da Universidade do Arizona, em Tucson (EUA) Pedro Delgado afirma que para obter sucesso o tratamento psicológico
tem de ser associado aos medicamentos. ‘‘Eles se complementam. O acompanhamento psicológico ajuda a pessoa a superar os sintomas até que o medicamento faça efeito’’, defende.
Atualmente existem três grupos de antidepressivos: os tricíclicos (ATCs), os Inibidores Seletivos da Serotonina e Recaptação da Noradrenalina (ISRSs) e os Inibidores Seletivos de Recaptação de Noradrenalina (IRNs), considerados de última geração . Os três tipos são eficazes no tratamento da depressão. O que diferecia um do outro é o tempo que demoram para fazer efeito e a gravidade e número de efeitos colaterais.
Usados no tratamento da depressão desde 1950, os tricíclicos são hoje pouco recomendados porque além de serem cardiotóxicos, a sua utilização provoca efeitos colaterais como a perda de memória, que impedem a pessoa de manter suas atividades diárias durante o tratamento. Os antidepressivos de Dupla Ação, exemplo do Prozac, que inibem a captação de serotonina e da noradrenalina, com ênfase sobre a serotonina, têm efeitos colaterais mais amenos que os tricíclicos. Causam sonolência, ganho de peso e perda do apetite sexual.
Nos últimos dez anos as pesquisas se voltaram para a busca de medicamentos com ação mais específica. Os medicamentos de última geração propõe uma ação específica sobre a noradrenalina. Estudos desenvolvidos na Inglaterra apontam que o aumento deste neurotransmissor traz resultados mais rápidos, melhores e menos efeitos colaterais no tratamento da depressão.
Um exemplo de antidepressivo da nova geração é a Reboxetina, produto ainda não comercializado no Brasil mas já disponível nos Estados Unidos e Europa. O medicamento foi lançado durante o Congresso Mundial Regional de Psiquiatria Biológica. Os antidepressivos específicos trazem a promessa de promover, além da cura da depressão, uma volta mais rápida do paciente ao convívio social.(C.B.)

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