A Internet cresceu e desenvolveu-se rapidamente. Esse crescimento propiciou várias formas diferentes de relacionamento a distância, quebrando barreiras de fronteiras, fazendo com que o mundo inteiro estivesse no quintal da casa de cada um. Mas a rede também revolucionou a vida de uma parcela especial de internautas: os deficientes. Quem antes tinha dificuldades em comunicar-se, agora participa ativamente da web. Tem quem tecle com os pés, com a boca. Porém, os sites - principalmente em português - ainda são poucos.
O único site nacional encontrado no Cadê é o www.geocities.com/HotSprings/7455. Nele não há tudo o que um deficiente procura, mas já é uma iniciativa importante. Ele concentra principalmente depoimentos sobre experiência pessoais. Sente-se a ausência de um grupo de discussão, de chats para troca de informações e de endereços de instituições oficiais.
No Yahoo! a busca rende mais endereços. O Disabled People’s International (www.escape.ca/~dpi), por exemplo, funciona como uma assembléia, e seus objetivos são remover as barreiras tanto de preconceitos quanto físicas, lutando pelos direitos dos deficientes e por uma maior participação ativa. Outro site interessante é o Paraquad, www.paraquad.org, que tem programações e eventos e está solicitando o envio de depoimentos. Esse site luta pela independência e pelos direitos das pessoas com algum tipo de deficiência.
O maior atrativo da rede fica por conta das revistas, menos militantes e mais informativas. Uma delas é a disability.com, que ‘‘linka’’ as pessoas deficientes e com problemas crônicos de saúde com soluções, produtos, serviços e atividades para uma vida mais independente. Além desses serviços, também possui um grupo de conversação e um link para o jornal One Step Ahead (www.osanews.com), notícias direcionadas a esse público.
A Enable Online Magazine, www.enable-magazine.com é a mais completa. Matérias relacionadas à saúde, entrevistas com personalidades, entretenimento e moda, tudo o que a população internauta deficiente busca está nela. Tem grupos de discussão separados por assuntos, um chat e uma grande lista de links interessantes, pessoais ou oficiais. Outra bastante competente quando se trata de conhecer pessoas é a We, www.wemagazine.com/central.html. Apesar dos endereços serem todos dos EUA, os chats (um normal, outro com clima de paquera) e a consulta online de advogados, assistentes sociais e fisioterapeutas valem a visita.
O Brasil precisa dar mais atenção à essa fatia da população, que também sente necessidade de falar, conhecer pessoas, trocar experiências e expressar-se. Não há lugar para preconceitos na rede. Se ela ultrapassa fronteiras de distância, não há porque manter outras espécies de barreira.
Priscilla Fogiato é assessora de imprensa da SUL! BBS. Contatos pelo telefone (041) 3321151 ou email [email protected]

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