'Mais uma forma de distribuir conteúdo'
O objetivo do audiolivro, entretanto, não é concorrer com o livro impresso, ressaltam os empresários. "Tem gente que gosta de ter o livro físico, colecionar. Mas dependendo do livro, compra ebook, audiolivro", comenta Ricardo Camps, do Tocalivros. Ele admite, no entanto, que as editoras ainda têm um certo "receio" em apostar neste produto. "Mas têm tido receptividade. É questão de aceitar o modelo com o tempo." Até o final deste ano, o Tocalivros pretende expandir seu catálogo para 2.500 livros.
"O audiolivro é um grande aliado do livro", acrescenta Albano, do Ubook. "É mais um meio de entregar conteúdo, uma outra experiência."
A editora Ediouro comercializou audiolivros em formato de CD e em Mp3 entre 2009 e 2010. "Mas nem todos os equipamentos liam Mp3", lembra a analista de mídias digitais da editora, Mariana Mello e Souza. Ela também conta que um problema muito grande do formato do CD e do Mp3 era a falta de sincronização. Encontrar o ponto onde parou a escuta era uma tarefa desestimulante. Hoje, a Ediouro vende audiolivros em parceria com o aplicativo Ubook. "É um potencial muito bacana. Muitas pessoas passam horas e horas no ônibus indo para o trabalho, no carro, no trânsito e não têm tempo de ler um livro. É um mercado promissor."
Por enquanto, a editora possui poucos títulos neste formato, mas Mariana afirma estar otimista. "Estamos trazendo o audiolivro de volta aos poucos. Mas o público quer poder levar o livro para todos os lugares, não quer ter de transportar mil deles. É outra forma de fazer chegar o conteúdo."(M.F.C.)





