Mais eficiência e menos esforço físico
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quarta-feira, 02 de julho de 1997
Jackeline Seglin Londrina 
fotos: Paulo WolfgangPré-lançamentoO professor Nelson Fuirini, da PUC de Campinas, com o equipamento Endophasys-R: conhecido como corrente russa é o primeiro do gênero no BrasilNovas tecnologias chegam frequentemente ao mercado da área médica, na tentativa de oferecer melhores condições ao paciente e ao profissional. Em Londrina, um workshop apresentou dois equipamentos na área de Fisioterapia, um deles inédito no mundo. O professor Nelson Fuirini Junior, há 19 anos titular do curso na PUC Campinas, esteve na cidade no final de junho para mostrar o que há de mais moderno em Eletrotermo Fototerepia.
O assunto é específico para fisioterapeutas mas, na verdade, quem pode sair ganhando é o paciente. A tecnologia está evoluindo e queremos passar o que existe de mais moderno em equipamentos computadorizados e microprocessados, diz.
Depois de 20 anos de pesquisa, a PUC lança agora um equipamento inédito no mundo: o MI 2000, que na verdade engloba cinco equipamentos em um. Ele está conectado a um computador 586 e traz equipamentos de ultra-som, corrente interferencial, corrente diadinâmica de Bernard, laser de infravermelho e laser de Hélio Neon. A vantagem desses aparelhos é que, por causa do computador, eles não desregulam nunca.
Há dois anos no mercado, o MI 2000 tem várias funções fisioterápicas. O ultra-som é usado para o tratamento de bursites de ombro ou tendinites. Já a corrente interferencial, para lombalgias, cervicalgias (coluna vertebral) e pós-operatórios; a corrente diadinâmica de Bernardi trata tendinites e neurites; o laser de infravermelho também é usado para tendinites, além de bursites, sinovites traumáticas e miosites; o laser de hélio neon, para cicatrização de feridas rebeldes.
Cinco em umMI 2000: conectado a um computador 586 traz equipamentos de ultra-som, corrente interferencial, corrente diadinâmica de Bernard, laser de infravermelho e laser de hélio neon
O outro equipamento apresentado em Londrina foi pré-lançado no workshop. O Endophasys-R, conhecido como corrente russa, é o primeiro equipamento desse tipo no Brasil e ainda não está no mercado. As vendas começam este mês.
Utilizado para fortalecimento muscular, o aparelho também faz drenagem linfática. A corrente russa é utilizada, por exemplo, em pessoas que não podem exercitar o local atingido. Através de um sistema eletrônico, a corrente vai exercitar a região afetada do paciente sem que ele faça força.
Este aparelho tem frequência, modulação, tempo de contração, tempo de relaxamento e tempo de tratamento. Segundo Fuirini, a vantagem da corrente russa é o recurso da memória. O paciente não precisa ter uma ficha de avaliação: todas as informações ficam armazenadas na memória do equipamento. O Endophasys também oferece sugestões de terapias e tratamentos.
O professor explica nos dois equipamentos são utilizadas as técnicas bipolar (para um campo afetado menor) ou tetrapolar (com quatro eletrodos, para um campo maior). Este último funciona como um sistema de varredura, ou seja, ele procura o local exato da lesão. Os equipamentos têm saídas para quatro canais de corrente.
Como são feitos vários tipos de tratamentos, Fuirini cita um exemplo de um torcicolo. Através de eletrodos fixados na área comprometida, a corrente atinge estruturas mais profundas. O paciente chega a sentir uma espécie de massagem no local. Este sistema alivia a dor e desinflama muito mais rápido que as terapias tradicionais.
Todos os equipamentos já foram testados pelos laboratórios da PUCCAMP. A empresa que desenvolveu os projetos foi a KLD Biosistemas, também de Campinas.
Fuirini conta que a PUC começou a desenvolver equipamentos nacionais de Eletroterapia em 1977. Até então, desde 1970 os equipamentos eram todos importados. Ou seja, nem assistência técnica tinham. Começamos com equipamentos transistorizados. O evolução do projeto tem 20 anos, lembra. Segundo o professor, A PUC não costuma copiar os equipamentos. Desenvolvemos tecnologia própria, assim qualquer problema é mais facilmente resolvido.
Em Londrina, a clínica de fisioterapia Nelson Shirabe - promotora do workshop - foi a primeira a ter um equipamento MI 2000 em todo o sul do País. Profissionais interessados em mais informações ou aquisição dos equipamentos podem entrar em contato com a KLD pelo fone (019) 870-9811. O custo do MI 2000 gira em torno de R$ 5 ou 6 mil e o do Endophasys-R é de R$ 1.600.


