Lucro da Apple é 52% maior em relação a 98
Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
Considerado um gênio da criação de produtos de informática, Steve Jobs continua em alta à frente da Apple, empresa que ele fundou em 1976 juntamente com Steve Wozniak. Com problemas de relacionamento, Jobs, considerado um dos pais do Macintosh deixou a Apple em 1985. Quando retornou como o número 1, após a saída de Gilbert Amelio, em julho de 1997, a situação era a pior possível: A Apple lutava contra prejuízos financeiros, vendas ruins e perda de mercado. O pior, sem nenhuma perspectiva de futuro por conta da falta de criatividade no lançamento de novos produtos, o que é vital para um setor tão competitivo.
Dois anos após a volta de Jobs a situação hoje é bem diferente: A Apple Computers anunciou na semana passada que o lucro no segundo semestre avançou 52% em relação ao mesmo período do ano anterior. Até o dia 26 de junho, a empresa obteve um ganho de US$ 114 milhões, ou US$ 0,69 por ação, ante US$ 75 milhões em 1998. O resultado superou as expectativas dos analistas, que previam em média um lucro de US$ 0,64 por ação. As vendas cresceram 11% para US$ 1,56 bilhões. O aumento dos lucros foi atribuído ao aquecimento no mercado de computadores pessoais nos últimos meses e à mudança estratégica da empresa após o retorno do fundador Steve Jobs ao comando.
Depois do sucesso do colorido e inovador iMac, a Apple Computer promete repetir a mesma estratégia de marketing para o lançamento nesta quarta-feira, em Nova York, dos novos computadores portáteis. Assim como o iMac, os novos notebooks deverão ter um design atraente e várias opções de cores. Em termos de propriedades e preço, eles serão similares a produtos concorrentes. Com o acréscimo dos novos microcomputadores portáteis, a Apple deverá confirmar as expectativas dos analistas, alcançando o sétimo trimestre consecutivo de lucros operacionais desde a volta de Jobs. A reviravolta da Apple é real e sustentável, avalia Tim Bajarin,da Creative Strategies, grupo de consultoria do setor. Steve Jobs entrou para valer num segmento de mercado que gosta de individualidade, como os consumidores da geração Y, diz Bajarin.





