Milton DóriaDario Rostirolla e o telescópio sem nome: projeto de fácil transporteO astrônomo amador Dario Rostirolla está trabalhando há cerca de três semanas num projeto inédito em Londrina: a construção de um telescópio do tipo ‘‘cassegrain’’, de alta potência, que poderá ser transportado para várias escolas da cidade para jornadas de observação planetária. Mais duas ou três semanas, ele espera, o telescópio já estará em pleno funcionamento.
O projeto é um antigo sonho que foi tomando forma, através de cálculos complicados e desenhos geométricos, depois de vários anos de estudo em Astronomia. ‘‘Partimos de conceitos geométricos e registros de perfeição óptica. E há várias inovações se comparado com telescópios da mesma categoria’’, explica Rostirolla.
Entre as inovações do equipamento estão o próprio tamanho do aparelho, mais baixo do que normalmente utilizado, e a facilidade em transportá-lo. Sem contar o material selecionado especialmente para baratear a construção sem comprometer a qualidade: basicamente madeira e eixos de ferro, que complementam o sistema óptico.
‘‘Esse não é um telescópio comum. Um sistema óptico deste tipo eu não tenho visto em lugar nenhum. E o desenho também não existe, é completamente inventado e não tem outro igual’’, aponta o astrônomo. Depois de concluído, o telescópio terá uma aproximação de aproximadamente 500 vezes. Com ele, os alunos de Londrina poderão alcançar os anéis de Saturno, cometas, detalhes da superfície de Marte, entre outros.
Por enquanto, o único objetivo do astrônomo com o projeto, além de experimentar conhecimentos teóricos na prática, é despertar o interesse nos alunos pela Astronomia. A industrialização do produto, no entanto, não está descartada. ‘‘Ainda não estou pensando, mas acho que isso é um caminho natural’’, observa.
Além do novo telescópio, que ainda não foi batizado pelo criador, Dario Rostirolla tem outros projetos na área de Astronomia para serem implantados em Londrina. Um deles é a construção de outro telescópio, muito maior e mais potente que o primeiro, que já está sendo feito em parceria com um colega astrônomo.
‘‘Vamos fazer um telescópio gigante para Londrina, que terá alcance até o limite atmosférico’’, adianta Rostirolla. Segundo ele, o novo projeto é de um equipamento para profissional, que vai pesar duas toneladas e será preciso um terreno específico para abrigá-lo. A construção já começou, mas não tem data para ser concluída.
O Planetário de Londrina, localizado na Supercreche (área central), também está na mira do astrônomo. Somente o prédio do Planetário, segundo ele, custou US$ 120 mil para os cofres públicos. Mas falta ainda um projetor - que custaria pelo menos meio milhão de dólares no mercado internacional - para que o funcionamento da instalação seja completo.
Rostirolla pretende, então, apresentar projeto à Prefeitura para conseguir um projetor mais barato, construído por ele mesmo e outros colegas aqui em Londrina. ‘‘É importante o projetor para a operação do Planetário. Por isso vamos apresentar o projeto ao prefeito’’, complementa.

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