Lojas de informática não dão exemplo
Lojas de informática não dão exemplo
Agência Globo
Ilustração: MarceloInternet pode ser o caminho mais longo para compraO internauta acostumado a exercitar seu poder de compra on-line com encomendas de livros e CDs pode se frustrar quando tentar fazer o mesmo com produtos de informática. A maioria das revendas que imprime nos seus anúncios endereços de websites e e-mails - dando a entender que também oferece portas virtuais para o contato com o usuário - não garante um serviço adequado.
Sites em construção, mensagens cujo destinatário é ignorado e URLs inexistentes são alguns dos obstáculos enfrentados pelo usuário que não pretende percorrer as lojas de informática da cidade. Uma simples tomada de preços pode causar enxaqueca, especialmente quando o comprador descobre que o canal de comunicação aberto pelas revendas - o e-mail - está fechado. As empresas não costumam responder os pedidos de cotação feitos via Internet.
Foi o que descobriu o biólogo Franklin Mattos, do Rio de Janeiro. Consultor na área de educação ambiental para comunidades de baixa renda, ele quis adquirir através da Web um Pentium II 233MHz. Geralmente a cotação por telefone é demorada e achei que por e-mail seria mais fácil, diz.
O que o biólogo não sabia é que as empresas não pensam assim. Franklin enviou mensagens para 23 revendas diferentes e recebeu uma única resposta pela rede. Outras duas empresas retornaram por telefone e insistiram em enviar propostas via fax. Cansado de formulários e e-mails sem respostas, ele enfiou o talão de cheque no bolso e comprou a máquina na Comdex Rio.
As empresas deveriam ter uma relação ética com o cliente. Se elas não podem oferecer um serviço, não devem anunciá-lo, reclama Franklin, que se sentiu frustrado por não encontrar um sistema de vendas eficiente, como acontece em outras áreas.





