Livro trata do poder de cura da babosa
Cleide Cavalcante
Agência Estado
Nos últimos anos, muito se tem falado dos poderes surpreendentes da babosa. Este é justamente o fio condutor de O Poder Curativo da Babosa (Editora Madras), de Neil Stevens. Ressaltando que nunca se deve abandonar qualquer indicação médica, ele indica a planta - com base em trabalhos médicos - para uma série de problemas de saúde, como herpes simples, artrite reumatóide, obesidade, bronquite, glaucoma, diabete, esclerose múltipla, hepatite e, até, aids e câncer. Então, por que não tentar?
De acordo com Stevens, há quase 300 espécies de babosa, seu tamanho varia, algumas podem medir poucos centímetros enquanto outras, como algumas de uma espécie africana, podem atingir cerca de 15 metros. No livro, ele menciona estudos sobre apenas um tipo específico da planta: Aloe vera (Lineo) ou Aloe barbadensis (Miller), conhecida no Brasil como babosa mesmo e onde é facilmente encontrada.
Como instrumento de cura, os povos da Suméria (Mesopotâmia) teriam sido os primeiros a utilizar a babosa. Em 1953, uma equipe de estudiosos conseguiu decifrar textos sumerianos datados do século 18 a.C. com relatos sobre a planta. Também há indícios da utilização da babosa no antigo Egito, há mais de 5.000 anos.
Neste século, foi somente nos anos 30 que a babosa começou a ser reconhecida pela comunidade médica do Ocidente. Stevens cita em seu livro vários relatos de médicos sobre suas descobertas curativas da babosa.
Entre as substâncias encontradas na planta, ele cita:
- Minerais: cálcio, magnésio, sódio, cobre, ferro, manganês, potássio, zinco, cromo, cloro.
- Vitaminas: betacaroteno, vitamina B1, vitamina B2, vitamina B3, vitamina E, ácido fólico, vitamina C, vitamina B6, colina.
- Mono e polissacarídeos: celulose, glicose, manose, galactose, arabinose, aldonentose, L-ranose, ácido urônico, xilose, ácido glucorônico.
- Aminoácidos essenciais: lisina, treonina, valina, metionina, leucina, isoleucina, fenilalanina, triptofano.
- Enzimas: oxidasa, amilasa, catalasa, lipasa, alinasa.





