Os americanos chegaram lá, mas nós somos os donos da Lua. Sério. É só conferir com Roberto Ierusalimschy – um dos criadores da linguagem de programação Lua, surgida no Tecgraf (Grupo de Tecnologia em Computação Gráfica, parceria da PUC-RJ com a Petrobras). Ierusalimschy, engenheiro de sistemas com pós-doutorado na Universidade de Waterloo, no Canadá, professor associado do departamento de informática da PUC-RJ e consultor do Tecgraf, criou a linguagem junto com os companheiros Waldemar Celes e Luiz Henrique de Figueiredo e a viu correr mundo.
‘‘Quando a criamos, em 1993, planejávamos uma linguagem maior, chamada SOL (Simple Object Language), mas depois desistimos dela e pensamos em reduzi-la. Aí, alguém sugeriu: já que vocês vão fazer algo menor do que o Sol... E veio o nome Lua’’, relata.
Segundo ele, a idéia básica de LUA é ser uma linguagem que sacrifica um pouco eficiência de execução em troca de flexibilidade. ‘‘Lua é mais fácil de programar, você não tem que se preocupar com certas coisas. Mas seu maior diferencial é ter uma interface muito fácil com C e C++. Então, a idéia central é uma mistura: fazer partes do seu programa em C e partes em Lua, de modo que, onde você precisa de mais eficiência da máquina, usa o C; e onde precisa de mais flexibilidade para experimentação, usa Lua.’’ Com isso, diz o autor, a linguagem permite um equilíbrio melhor, além de ser mais fácil de modificar. ‘‘Pode-se, por exemplo, mexer na instalação sem ter que recompilá-lo.’’

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