Estimativas do Boston Consulting Group e Visa apontam a cifra de US$ 580 milhões em compras on-line até o final de 2000 na América Latina, um crescimento de mais de 400% em relação ao ano anterior. O Brasil deverá contribuir com nada menos do que metade do volume de transações.
Até o final do ano, segundo a pesquisa, o País deverá atingir a marca de US$ 300 milhões em operações comerciais eletrônicas, contra US$ 91 milhões do México e US$ 82 milhões na Argentina.
Para Otávio Cury, diretor-geral do Arremate.com, a grande alavanca do e-commerce são os leilões, que representam 40% de todas as transações da América Latina. ‘‘O Arremate.com registrou no último ano vendas em torno de US$ 40 milhões. Estamos presentes em nove países e realizamos até agora mais de 220 mil transações. No México e Argentina detemos entre 80% e 90% dos mercados de leilões on-line e, no Brasil, temos entre 50% e 60%’’, completa. Único site auditado, segundo a I/Pro, o Arremate registrou no mês de julho um total de 5,2 milhões de visitas e mais de 29 milhões de pageviews.
Atualmente, cerca de dez sites oferecem leilões pela rede no Brasil. ‘‘As novidades chegam aqui instantaneamente, com a sofisticação característica dos mercados mais desenvolvidos do mundo’’, explica Stelleo Tolda, diretor-presidente do MercadoLivre.com, outro dos players no segmento de leilões pela Internet.
Também operando há um ano no Brasil e presente em nove países, MercadoLivre.com, desde o seu lançamento global, realizou mais de 150 mil transações. ‘‘O Brasil movimenta sozinho 45% das operações do site’’, confirma Tolda. Segundo ele, o país é um dos mercados mais competitivos do mundo em qualquer coisa que se refira à Internet, particularmente em comércio eletrônico, pois é também um dos mais promissores: ‘‘Fora Brasil e Espanha, nos outros sete países onde atuamos, temos apenas mais um concorrente’’, esclarece Tolda.
O público que utiliza serviços de leilões on-line é semelhante ao do usuário de Internet em geral: predominantemente masculino, entre 20 e 25 anos, reside ou trabalha no eixo Rio-São Paulo, pertence às classes A e B e procura principalmente produtos de informática e eletroeletrônicos. Objetos de coleção também são vedete, junto com games, CDs e DVDs. O que não querem: vestuário. ‘‘As pessoas não têm o hábito de comprar roupas pela rede’’, confirma Tolda.

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