O acesso mais fácil a computadores e pacotes de internet para casa e o aumento do uso de dispositivos móveis para acesso a qualquer momento é o que, na opinião de Marcel Fukayama, da CDI Lan, tem feito o número de lan houses diminuir.
O ex-dono de cyber café em Londrina, Marcelo Chimazaki, sentiu isso. Sua loja foi uma das primeiras a abrir na cidade, mas encerrou as atividades no início do ano e, agora, Chimazaki presta assessoria em informática. ''É um segmento que não está muito rentável'', admitiu. Segundo ele, há apenas 14 anos lans e cybers eram uma grande novidade. ''Quando tirei o alvará de licença não tinha ainda nem o segmento de cyber café e a internet era discada. Foi uma ideia que trouxe da Europa.''
Yugo Kajihara também fechou o estabelecimento e passou a trabalhar com venda de itens de games pela internet. ''As lans estão acabando. É a evolução, o preço do computador está mais acessível. Para mim, estava virando despesa.'' Outros dois espaços que ficavam perto do seu estabelecimento também fecharam.
Conforme Fukayama, apenas 28% dos acessos realizados na região urbana são provenientes de lan houses e cyber cafés. E a perspectiva é que este número continue diminuindo.
De acordo com o especialista, somente em locais com menos estrutura para internet, as empresas do ramo ainda seguem tendo lucro. ''A gente percebe que em regiões como Norte e Nordeste, o principal canal de acesso à internet para pessoas de baixa renda ainda é a lan house. No Macapá, 70% dos acessos são feitos nestes lugares.''(M.F.C.)

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