Ladrão que rouba ladrão...
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de setembro de 2000
Walter Ogama De Londrina 
Arco e flecha, espada e uma arma chamada blackjack espécie de porrete usado para nocautear fazem do personagem Garret um Robin Hood eletrônico, que age nos tempos atuais usando cenário e indumentárias da época do ladrão que roubava para promover a melhor distribuição da riqueza, se é que essa história pode ser resumida assim.
Melhor ainda. Garret é você, que está diante de um micro com o CD de jogos Thief II, desenvolvido pela Looking Glass e distribuído pela Greenleaf. A partir do momento em que o micreiro aciona no menu principal o comando Novo Jogo ou Carregar Jogo, no caso de um jogo anterior que foi salvo , ele estará automática e incondicionalmente incorporando Garret. É o chamado jogo na primeira pessoa, em que o jogador é personagem central, seja herói ou bandido.
Garret, no caso, é um ladrão. O manual que vem junto com o CD explica: Um ladrão empedernido do mais alto calibre. Nesta condição, esse fulano faz você esquecer do sol lá fora ou da noite estrelada porque toma o seu tempo prendendo-o na frente do teclado e do monitor do micro. Assim, com Garret incorporado, você ataca a nobreza e os mercadores corruptos que, segundo o manual, merecem seus bens terrenos menos do que um ladrão esforçado.
Mas é só em pequenos trechos do manual de 34 páginas que o jogador encontrará tão claro discurso político, coisa que nós, jogadores brasileiros do Thief II, estamos acostumados a testemunhar mesmo sem ter o poder da interatividade do jogo, quando estamos diante de um aparelho de tevê no horário do noticiário.
Ser ladrão, roubando dos corruptos, é uma contravenção que encontra no velho dito popular uma justificativa: Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.
Para rodar o jogo, o fabricante sugere, no mínimo, um Pentium II de 266 Mhz ou equivalente, com 48 RAM, placa de vídeo 3D, placa de som compatível com DirectX 7.0, drive de CD-Rom de 4x e 250 de espaço livre em disco rígido.


