O uso do Facebook entre os mais jovens está menos intenso que antes. A própria rede social, que já ultrapassou um bilhão de usuários em todo o mundo, admitiu esta queda recentemente. Para a empresa, o uso geral entre os adolescentes estadunidenses manteve-se estável, porém, houve diminuição no uso diário da rede social por esta faixa etária. Jovens a partir dos 13 anos já estão aptos a criar um perfil na ferramenta criada por Mark Zuckerberg.
A estudante Paula Soares, de 16 anos, faz parte da estatística de jovens que estão usando menos o Facebook. "Antes, era mais o Face, todo dia conectada. Mas começaram a surgir outros aplicativos como o WhatsApp, que é bem mais prático", diz a estudante, referindo-se, no final, ao aplicativo de envio de mensagens. Para ela, o importante é poder conversar com os amigos, e o Facebook provê mais do que o necessário. O WhatsApp, por outro lado, é direcionado às conversas. Para fotos, ela usa o SnapChat, um aplicativo de envio de fotos e vídeos.
"Muitos dos meus amigos usam mais WhatsApp que Face", diz a estudante Paola Mantoani, de 17 anos. Ela mesma conta que passa mais tempo no aplicativo de mensagens que no Facebook. "(O WhatsApp) É mais leve. Quando a internet está meio lenta, ele funciona, enquanto todo o resto não." Ana Luísa Dourado, de 15 anos, concorda. A desvantagem do Facebook, na sua opinião, é que para o conteúdo da rede social ser vista, a timeline precisa ser carregada. O app de mensagens, por outro lado, é muito mais ágil e rápido. "Só entro no Face uma ou duas vezes ao dia para olhar as notificações."
Em número de visitas, Facebook continua em primeiro lugar, aponta pesquisa realizada pela Hitwise, ferramenta de inteligência de Marketing Digital da Serasa Experian. O Facebook mantém-se no topo desde janeiro de 2012. Porém, o que Michelle Carneiro, gerente de produtos da Serasa aponta, é também uma segmentação do uso das redes sociais: o Instagram para fotos, o YouTube para vídeos, etc.
Não se pode dizer, entretanto, que o Facebook se manterá na liderança pelos próximos anos, diz Michelle. "Porque é a mesma percepção que tínhamos do Orkut anos atrás."

Privacidade
"O principal motivador para a evasão dos adolescentes do Facebook é a grande adesão dos pais, familiares e adultos na rede", opina Gabriel Borges, CEO da Ampfy, agência de comunicação especializada em mídias sociais. "Com a alta penetração do Facebook entre toda a população, os jovens acabaram perdendo a privacidade para se relacionar com seus amigos através da rede."
Instagram, WhatsApp e SnapChat são as redes sociais que, na sua visão, vêm tomando para si as atenções destes jovens. "Primeiro, porque (ainda) têm uma baixa penetração entre os adultos. Mais adiante, porque também permitem um melhor controle da privacidade do conteúdo que é postado ou compartilhado."

App de mensagens
Aplicativo de mensagens ao molde de WhatsApp, o app Line chegou há pouco tempo ao Brasil. Staci Youn, Global PR Manager da empresa para Euro-Américas não abre números regionais, mas afirma que o app já conquistou 280 milhões de usuários em todo o mundo oferecendo uma nova maneira de se comunicar: através de "stickers"(adesivos), que expressam sentimentos.
"Podemos apenas especular sobre esta moda cultural baseados na rápida adoção de aplicativos de mensagens populares e na necessidade dos usuários de uma experiência de comunicação acima das plataformas focadas em redes, como o Facebook", disse Youn, em nota enviada pela assessoria de imprensa. Para ele, o Brasil é uma aposta ainda maior, uma vez que os brasileiros são sociais e aderem rapidamente a novas tecnologias. O app não tem restrição de idade.

Imagem ilustrativa da imagem Jovens estão migrando do Facebook para apps sociais
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