Jogos antigos e muito divertidos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de setembro de 1997
Agência Globo 
Paralelamente, a N relançou o seu portátil GameBoy (que sobreviveu ao Game Gear da Sega, apesar de este ser colorido, e o da N ser monocromático), numa versão ainda mais compacta (menor tamanho, maior durabilidade das pilhas, mais títulos disponíveis). Com ele, eu (re)descobri alguns clássicos dos videogames já fora de circulação, originais das plataformas antigas de 8 bits, como os imbatíveis Space Invaders e PacMan.
Hoje eu me divirto mais brincando com esses games primitivos do que com os sofisticados jogos do N64. Por quê? Bem, além de poder ser levado para qualquer lugar (tem adaptador de corrente, também), na comparação notamos que o grande lance de qualquer jogo é satisfeito plenamente pelos velhinhos revividos no GameBoy.
Nele, você não precisa usar seus dez dedos e pedir mais alguns emprestados para controlar todos os recursos (câmeras, slow-motions, replays, pack de memória, joysticks estranhos, etc.) e ainda conseguir se divertir com o jogo. Com ele, você só joga.
Tudo o que você precisa fazer no Space Invaders (Taito) é detonar o mais rápido possível (como em Galaga) as naves espaciais alienígenas que querem invadir a Terra (o joguinho portátil é mais difícil do que o antigo, pelo tamanho da tela); e em Pac Man e Ms. Pac Man, da Namco (os favoritos da Tia Cora) você foge dos fantasmas, toma umas pílulas de energia e vence uns labirintos.
Primitivos e engenhosos (e viciantes!), estes jogos são diversão pura. Só tem um problema. Enquanto, lá, o GameBoy Pocket custa só US$ 50, aqui ele chega por R$ 150 (o preço de um console N64 importado!). Um absurdo.


