Itautec e Microsoft fecham acordo para programa revisor
A Itautec e a Microsoft fecharam um contrato de licenciamento do programa revisor de língua portuguesa que será incorporado no Office 2000, a ser lançado no segundo trimestre do próximo ano. A assinatura do contrato foi feita na sede da Itautec. A Microsoft pagou à Itautec R$ 500 mil pelo direito de incorporar o programa no Office. Os investimentos da Itautec, desde março de 96, já somam pouco mais de US$ 1 milhão (v.texto abaixo).
A expectativa da Microsoft é de venda de 300 mil novos programas por ano, sendo que a empresa já tem uma base de clientes de mais de um milhão de compradores do Office só neste ano fiscal. A projeção do presidente da Microsoft no Brasil, Mauro Muratório, de crescimento dos usuários do Office, é de 15% a 20% ao ano.
Ele observou que a área de tecnologia tem crescimento acima da média e quando existe um desaquecimento nunca é igual em todos os níveis de clientes. No mercado corporativo, os grandes clientes não podem parar de investir, explicou ele. O mercado que mais se retraiu para a Microsoft foi o japonês e nem por isso a empresa mandou gente embora. Muratório informou que a Microsoft no Brasil vem negociando há mais de um ano com as operadoras de tevê por assinatura (TVA e Globocabo) uma presença marcante com a plataforma de software para quando este mercado for autorizado a prover a Internet. A expectativa de Muratório trabalha com a data de meados de 99 para isso acontecer.
O presidente da Itautec, Paulo Setubal, prevê uma recuperação na venda de PCs no varejo no segundo semestre, em virtude de uma estratégia comercial da empresa, que permite ao interessado configurar seu pedido de compra no site da empresa.
Segundo Setubal, o site da Itautec (www.itautec.com.br) tem recebido cerca de 2.000 visitas ao dia, o que deve incrementar a venda de micros em relação ao desempenho deste segmento no primeiro semestre do ano. Ele informou que dois segmentos que foram os principais responsáveis pelo lucro de US$ 15 milhões no primeiro semestre - automação bancária e automação comercial - continuam a ter um bom desempenho no segundo semestre. Já o Natal vai ser triste para os fabricantes, disse ele. Vejo certa recessão em certas operações, afirmou Setubal.
O aumento da taxa de juros definido pelo Banco Central representou para o varejo uma alta de 6% a 10% na taxa de juros, acrescentou, explicando que parte dessa taxa de juros embute já uma compensação pela inadimplência, que é elevada no varejo. No que diz respeito a clientes corporativos, Setubal admite que alguns compradores dividiram suas compras de equipamentos, reduzindo a compra, por exemplo, de servidores, no curto prazo.ReproduçãoSite da Itautec, que tem recebido cerca de 2.000 visitas diáriasRenata de Freitas
Agência Estado





