Arquivo FolhaSem fioA comunicação e troca de informações entre funcionários é facilitada com o sistema similar ao da InternetIntranet é a rede que realmente interessa às empresas. Enquanto os negócios de compra e venda ainda não dão lucro na Internet, as corporações têm se voltado para as redes internas que aproveitam protocolos e a rede física da Internet. Basta ter um servidor de Web para receber os sites e gerenciar o acesso. No micro do usuário, nada além de um programa de navegação (browser). Por meio das intranets, pode-se trocar documentos eletrônicos de forma muito mais fácil, principalmente no caso de empresas que possuem várias filiais ou subsidiárias.
Pegue-se o exemplo da Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), um dos negócios das Organizações Norberto Odebrecht. A empresa descobriu a saída para sua necessidade de comunicação mais rápida e integrada com as subsidiárias. Montou uma intranet.
Para ter segurança e confiabilidade na rede, que serviria para a transação de projetos para disputas em concorrências públicas e privadas em várias partes do mundo, a CBPO optou por contar com uma consultoria da Oracle e da Compugraph. ‘‘Temos intranets hoje na Alemanha, Portugal e Malásia, mas fazemos o gerenciamento e suporte daqui do Brasil. Um dos motivos é o custo alto da mão-de-obra na Alemanha’’, explica o chefe do departamente de informações, Divaldo de Oliveira Jr. Hoje a rede é usada por mil pessoas em três continentes.
Para facilitar o trabalho, decidiu-se manter as máquinas unificadas, com Windows 95 no cliente e NT no servidor - desativando o uso de Unix. O motivo é a facilidade para suporte e atualizações, em qualquer um dos países em que o grupo opera. ‘‘Microsoft e Oracle você encontra em qualquer parte’’, justifica.
A empresa criou home pages no idioma local de cada subsidiária, em que se encontram informações institucionais, o jornal empresarial, lista de ramais e e-mails, cotações financeiras e coleção de notícias sobre o grupo publicadas na imprensa.
Mais importante são as aplicações específicas, em que os funcionários acessam bancos de dados de suas áreas, por meio da intranet. Da sede, localizada na Avenida Paulista, engenheiros podem supervisionar e trocar informações com colegas em Berlim. A hidrelétrica de Bakun, na Alemanha, é um bom exemplo para que se entenda como a CBPO está tirando partido da intranet. Os desenhos feitos em CAD são avaliados por engenheiros brasileiros. ‘‘Antes, tínhamos de mandar por Sedex ou usar a linha dedicada, que é cara. Chegava a demorar 15 dias para chegar e mais 15 para voltar’’, explica Oliveira. A CBPO usa uma linha de 64 Kbps, mas deverá acrescer mais 64 Kbps em breve para suportar a demanda.

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