Marcelo AlmeidaNavegar é precisoO empresário Felipe Vítola, consulta o site sobre as condições das ondas e ventos no mundoOs avanços tecnológicos estão literalmente invadindo a praia. Surfistas paranaenses que até há pouco tempo só tinham as fases da lua e as formações dos ventos como aliados na previsão de boas ou más ondas, começam cada vez mais a usar também como referência a Internet. Além de mostrar como estão as formações de ondas em direção à costa em todas as partes do mundo, alguns sites trazem notícias sobre o tempo e ajudam os praticantes do surf a se dicidirem se vão ou não ‘‘pegar’’ ondas no final de semana.
A ajuda da Internet tem sido mais útil aos surfistas que vêem o esporte apenas como hobby. Como as previsões são dadas para os quatro dias seguintes à consulta, esses praticantes podem ter uma referência a mais para saber se valerá a pena ir ao litoral no sábado. Já para quem disputa campeonatos, fica difícil esperar pela ajuda da Internet porque as etapas são marcadas até com meses de antecedência.
É o que vem acontecendo, por exemplo, com os atletas que estão disputando o Campeonato Paranaense de Surf. Alguns até consultam a Organização Centralizadora de Esportes Aquáticos de Matinhos (Oceam), que promove o campeonato junto com a Associação Paranaense de Surf, para saberem como estarão as condições do mar nos dias de competição, mas quase nunca desistem se elas não forem favoráveis. ‘‘Como já estão inscritos, eles participam da etapa com ou sem ondas boas’’, diz Elson Batista, um dos conselheiros da Oceam.
Para os que vão enfrentar as ondas apenas como diversão, os dados da Internet ajudam, mas não devem ser os únicos a pesarem na decisão de ir ao litoral. Eles são criados com base em imagens via satélite, e isso gera possibilidades das informações não se confirmarem ao pé da letra. ‘‘Já aconteceu algumas vezes de termos uma previsão, via Internet, de ondas grandes e chegarmos em Matinhos e as ondas estarem pequenas’’, afirma Cléverson Alarcon, 22 anos, cinco deles como surfista.
Por causa disso, os mais experientes aconselham a utilização de meios tradicionais de confirmação. ‘‘A gente consulta a Internet para ter uma base, mas, antes de partir para o litoral, é sempre bom checar com um amigo lá na praia como estão as condições das ondas e dos ventos’’, diz o surfista e empresário Felipe Vítola, 33 anos, dos quais 17 dedicados ao surf.
Para o surfista Adeney Silva, 30 anos, dez de surf, mesmo com a possibilidade de erro, a consulta à Internet serve como motivação. Ele explica que quando os mapas mostram manchas vermelhas isso indica que estão surgindo ondulações que poderão chegar à costa em forma de ondas grandes. Se as manchas forem de tom azul-escuro, as ondas deverão ser médias. Se a cor for azul-claro, é provável que se tenham ondas pequenas. ‘‘Apesar de poder haver falhas, quando vejo manchas vermelhas já no início da semana começo a preparar as minhas pranchas’’.
Serviço:
Endereços mais acessados:
Marinha Mercante dos Estados Unidos
http://metoc-u1.fnmoc.navg.mil/wam/viff/wam-wvht-120-vlbl.gif
976 Surf Surfline
www.tach.net/surfline/
Australian Surfing Home Page
www.ozemail.com/au/~collopy/ozsurf.html
Reportagem das Ondas Pelo Mundo
www.808designs.com/surf2/

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