Internet 2 abre canais para pesquisa
Internet 2 abre canais para pesquisa
Universidades e instituições brasileiras poderão desenvolver atividades interativas com nova estrutura de rede
Da Redação
Arquivo FolhaPesquisadores de todo o Brasil poderão realizar ensino a distância, análise em três dimensões e troca de resultados de experimentosA era virtual estará presente também na condução dos experimentos de laboratório em pouco tempo, no Brasil. O primeiro passo para que isso seja possível foi dado há duas semanas quando o governo assinou contrato com seis consórcios compostos de universidades, instituições de pesquisa e estatais de telefonia de seis centros urbanos para a operação de rede de computadores interligados em alta velocidade.
Este é o embrião para a implantação da Internet 2 brasileira, que rodará em nível metropolitano inicialmente em Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Goiânia. As instituições de ensino e pesquisa poderão, com isso, se utilizar de aplicações interativas tais como a videoconferência, ensino a distância, análise de imagens em três dimensões, troca de resultados de experimentos tendo acesso à imagem do material e realizar pesquisas de geoprocessamento com muito mais rapidez.
A Rede Nacional de Pesquisa (RNP), como é chamada tecnicamente a malha nacional de computadores interligados, roda a 2 megabits por segundo, em sua capacidade máxima. Em algumas praças, a velocidade chega a ser de apenas 128 quilobits. As redes metropolitanas trafegarão entre 34 e 155 megabits por segundo. Ou seja, será possível transmitir até 155 milhões de dígitos a cada segundo, o que possibilita maior rapidez no acesso a informações mais pesadas como as imagens.
De acordo com Celso Deusdeti Costa, coordenador de Tecnologia da Informação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pelos programas da RNP e agora das redes metropolitanas, o trabalho dos consórcios será avaliado por consultores periodicamente. Depois de um ano de operação, os participantes dos consórcios participarão de um workshop, no qual publicarão artigos com os resultados dos estudos realizados nesse período.
O evento vai servir também para definir estratégias para a implantação da fase 2 do programa, que deverá promover a integração em nível nacional das redes metropolitanas de alto desempenho, que será o primeiro estágio do backbone nacional de alto desempenho, observou Celso Deusdeti Costa.
O CNPq investirá na primeira fase das redes metropolitanas R$ 3,5 milhões na compra de equipamentos (computadores, softwares e acessórios), custeio e pagamento de bolsas aos professores-líderes do projeto. Em contrapartida, as instituições ofereceram a infra-estrutura de seus laboratórios e as teles a instalação das conexões, que é feita com fibra ótica. Outros seis consórcios devem assinar contrato com o CNPq no segundo semestre. Eles também foram escolhidos ainda na licitação desse primeiro edital de lançamento das redes metropolitanas de alto desempenho e estarão sediados em Recife, São Luis, Natal, Florianópolis, Salvador e Campinas.
Celso Costa acredita que, dentro de dois ou três anos, o CNPq poderá fazer a interligação em nível internacional da Internet 2 brasileira já com velocidade de 155 megabits por segundo. Essa seria a terceira fase do programa de redes de alto desempenho.
Dentro de 30 dias, a agência de fomento à pesquisa estará entregando os equipamentos e liberando os recursos. São cerca de R$ 500 mil para cada consórcio divididos assim: R$ 300 mil para equipamentos, R$ 140 mil para bolsas, R$ 50 mil para acessórios como softwares, periféricos e servidores.
Os consórcios são: Curitiba - CITS, CEFET, Tecpar, PUC-PR, UFPR e Telepar; São Paulo - USP, PUC-SP, NET, Incor, EPM e Telesp; Fortaleza - UFC, Cefet, Secitece, Teleceara e Cenapad-NE; Goiânia - UFG, Telegoiás, CPD Goiânia, UCG, ETFGO e Ápice; Rio de Janeiro -Copee/RJ, CBPF, Fiocruz, Impa, PUC-Rio e Telerj; Porto Alegre - Unisinos, UFRGS, CRT, Procergs, Procempa e PUC-RS.





