Internautas desfilam pelo Carnaval web
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 1998
Rosane Barros 
ReproduçãoModa BrasilOs artigos publicados no site da Universidade Anhembi Morumbi são uma boa fonte de pesquisa. Todos, alinhavados ao mesmo fio condutor, ou seja, a moda. Nos próximos quatro dias pelo menos uma tribo deve dividir o tempo entre as ruas e os salões de festas com o ziriguidum eletrônico. São os internautas, passistas da infovia, que vão desfilar pelo Carnaval web. Zero de samba mas nota dez no quesito originalidade, praticamente tudo o que se quer saber sobre o maior espetáculo da terra está ali. Opções não faltam. É só apontar seu bowser para qualquer índice de procura e lá estão eles: dezenas e mais dezenas de endereços que nos transportam a outros cenários desta festa pagã, espalhados pelo mundo todo.
É certo que, assim como na vida real, no mundo virtual o que melhor pode se esperar do Carnaval está nas URLs brasileiras. Escolas de samba, cidades turísticas, clubes, todos resolveram dar a sua contribuição. Teve até quem trabalhou duro neste meio e decidiu colaborar com informações que enriquecem ainda mais o nosso histórico carnavalesco. Dentro de seu site Moda Brasil, agora em parceria com o Universo Online, a Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo, montou um link apenas sobre Moda e Carnaval (http://www.uol.com.br/modabrasil/).
Além de dar aos foliões dicas de como se preparar para a festa mais badalada do ano, entrevistas com carnavalescos das maiores escolas de samba de São Paulo colocam os internautas a par de toda a estrutura deste espetáculo. Depoimentos de bastidores mostram a arte de construir o Carnaval nos barrações e levá-lo para a avenida. Para quem quer um pouco mais de conteúdo, os artigos publicados no site são uma boa fonte de pesquisa, todos, alinhavados ao mesmo fio condutor, ou seja, a moda.
Balangandãs A abordagem é variada. Em Sabe quem botou nosso bloco na rua?, Carol Garcia relembra a trajetória de Carmen Miranda e seus balangandãs, que a transformaram em símbolo fashion brasileiro antes de o conceito existir. Alessandro Barbosa Lima conta por que em Recife não se pula Carnaval e o jornalista e figurinista Felipe Ferreira, mestre em história da arte, que acaba de lançar o Guia do Carnaval do Rio de Janeiro, fala sobre as Fantasias Carnavalescas: dos Cultos à Passarela.
O site traz ainda alguns serviços, como a aula de Fernando Bagnola para amadores que pretendem fotografar o Carnaval sem perder nenhum lance e dicas de Rose Andrade sobre o que vestir, como agir e onde encontrar tudo aquilo que pode ser usado para enriquecer a fantasia carnavalesca. Renato Lage, carnavalesco da Mocidade Independente de Padre Miguel, faz um passeio pelos temas que marcaram os últimos desfiles da escola. E em sua exposição aproveita para dar significado às fantasias que vão marcar o desfile deste ano sob o tema Brilha no Céu a Estrela que nos faz Sonhar.
Com links para os mais famosos carnavais do País (veja quadro nesta página), Moda e Carnaval tem visual arrojado. Ficaria melhor se fosse embalado por uma marchinha e abusasse mais das animações em suas páginas. Mas é endereço obrigatório para quem não quer fazer feio na hora de botar o bloco na rua. Melhor que isso, só mesmo quando a Internet virar samba-enredo e tomar conta da Marquês de Sapucaí.


