Se a indústria de informática caminha à velocidade da luz, qual o compasso das empresas e dos usuários finais?
Diante do dinamismo da informática, pode-se dizer que acompanhar esse ritmo acelerado é a principal tarefa dos profissionais da área.
Mestre em Ciências da Computação na área de engenharia de software, professor do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) e Universidade Norte do Paraná (Unopar), e ainda coordenador de informática do Serviço Nacional do Comércio (Senac), Sérgio Akio Tanaka, que também acumula a função de consultor da Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), diz que os cursos universitários da cidade estão formando profissionais de bom nível.
O grande problema, segundo ele, é que nem sempre o conhecimento dos profissionais está no mesmo patamar do que as empresas dispõem.
Ora as empresas detêm equipamento sofisticado, ora os técnicos dispõem de linguagem que vai além dos recursos das empresas em que vão atuar.
Compatibilizar potencialidades com tecnologias é um grande desafio, seja local ou mundialmente falando.
Com essa finalidade, a Adetec formou na semana passada a primeira turma de 18 profissionais que passaram por uma reciclagem, visando criar em Londrina um pólo tecnológico do setor.
Tanaka explica que o próprio curso de processamento de dados está passando por um processo de transição.
‘‘Como sugestão do Ministério da Educação (MEC), o curso vai ser chamado de sistemas de informação, elevando para quatro anos a duração do curso’’, informa Tanaka.
As novas tecnologias, como o workflow, um recurso da informática que proporciona detectar problemas nos diversos setores da empresa e gerenciar o controle operacional de forma rápida e eficaz, é um indicativo das necessidades atuais do mercado.
‘‘Digamos que em um jornal a entrega não é feita para um cliente. Com o workflow é possível regularizar o problema em pouco tempo, sem prejuízo para a empresa ou para o cliente’’, esclarece Tanaka.
Executado em um ou mais locais, o workflow interage com os usuários participantes do sistema e técnicos, apresentando uma resposta favorável aos interesses da empresa.
Conforme Tanaka, as tecnologias de workflow têm apresentado um grande avanço nos últimos anos. Empresas do Brasil e do mundo estão aderindo ao uso desses recursos.
‘‘Um dos problemas que se enfrenta para implementar as técnicas é a falta de mão-de-obra qualificada’’, salienta Tanaka.
Ele também considera o custo relativamente elevado das tecnologias ante a estrutura das empresas, dificultando a aquisição.
O diretor comercial da Exactus Informática, de Londrina, Romeu Dematte Júnior, empresa produtora de software, concorda que existe uma corrida contra o tempo, quando o assunto é tecnologia de ponta.
‘‘Dá a impressão de que as empresas estão sempre em defasagem’’, analisa Dematte. A impressão, contudo, não condiz com a realidade. ‘‘Devido à competitividade, as empresas estão sempre em busca da atualização. Isso não acontece, pelo menos com esse grau de frequência, com usuários de micros pessoais’’, garante Dematte.

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