De acordo com o subsecretário da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, Antônio Neto, esta é a primeira parceria público-privada na área de educação do Estado. Segundo ele, isso foi possível a partir de um programa chamado de "Dupla Escola", que visa justamente formar estas parcerias. ""(O programa) permite que os parceiros possam oferecer algo que a escola não conseguiria se fosse pública"", explica. A ideia é que até 2023 todas as escolas do Estado estejam incluídas neste programa.
O quadro docente é formado por cerca de 30 professores do ensino regular e 50 educadores da Oi Futuro. O Nave também está presente em Recife (PE), na Escola Técnica Estadual Cícero Dias. De acordo com a companhia, o Núcleo fica aberto para que qualquer pessoa adquira know-how. Em Rondônia, três escolas já demonstraram interesse em implantar a metodologia do Nave.
A diretora do Colégio Estadual José Leite Lopes, Ana Paula Bessa, trabalha no ensino público há 15 anos. E diz que quem precisa se adaptar aos jovens são os professores e não o contrário. ""Os alunos são nativos digitais e a gente precisa estar pronta. Mas não é uma coisa que se aprende na faculdade."" A infraestrutura é cara e ajuda o educador a fazer algo diferente, mas o que pode proporcionar mesmo uma educação inovadora, na opinião da diretora, é a metodologia. "E isso qualquer escola tem", finaliza.(M.F.C.)

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