Infraestrutura em São Paulo
Fruto da tese de doutorado dos pesquisadores Leila D. Martins, da área de Química, e Jorge Alberto Martins, de Física, iniciada na Universidade de São Paulo (USP), o modelo para apurar as condições atmosféricas da região necessita de infraestrutura apropriada para processar o grande volume de dados para chegar a indicadores precisos. Dados topográficos, hidrográficos, cobertura vegetal, condições meteorológicas, atividades humanas, frota de carros, tudo isso interage e influencia as condições atmosféricas de uma região.
''O nosso sonho é conseguir buscar o que acontece na realidade e dar algumas variáveis de resposta'', explicam os pesquisadores. O objetivo, segundo Martins, é disponibilizar estes dados para direcionar tomadores de decisão e mesmo disponibilizar à população em geral através de um portal. Porém, sem infraestrutura adequada no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - o campus ainda é novo, ressaltam os pesquisadores - o Projeto de Extensão que envolve a pesquisa tem acesso remoto a equipamentos da USP, que auxiliam no processamento dos dados.
O software do modelo é desenvolvido pelos próprios pesquisadores. A partir de contribuições abertas da Universidade de Colorado (EUA), o Projeto de Extensão da UTFPR está adaptando o modelo de acordo com as características da atmosfera brasileira. ''Imagine um programa de 100 mil linhas de comando. Como vamos fazer isso rodar rápido? Precisamos de capacidade de processamento e memória também'', explica Martins. (M.F.C.)





