A Microsoft ganha mais alguns dias na espera para o início do julgamento do processo que acusa a empresa de monopólio e uso ilegal de sua influência no mercado de sistemas operacionais para microcomputadores. O início do julgamento, que estava previsto para 23 de setembro, foi adiado para 15 de outubro próximo. O juiz federal responsável negou o pedido da Microsoft para que rejeitasse o processo, julgando-o improcedente, um recurso que nos Estados Unidos é chamado de ‘‘desmiss’’ (rejeitar). Apesar de dar mais tempo à Microsoft, os especialistas acreditam que a quantidade de novas provas que estão sendo levantadas a cada dia contra o império de Bill Gates, torna o julgamento ainda mais complexo e desfavorável à empresa, que tem agora o tempo como seu novo inimigo. Mais alguns documentos comprometedores foram encontrados, o mais recente contendo um bilhete escrito pelo próprio Gates mencionando a ameaça que as tecnologias Netscape e Java representavam ao Windows. Um bilhete escrito pelo vice-presidente da Microsoft, Jeff Raikes, tinha a mensagem: ‘‘...a situação está ameaçando nosso sistema operacional e aplicações desktop em um nível fundamental e a poluição (sujeira) Netscape precisa ser erradicada.’ Outro documento de um alto executivo da Microsoft afirma ‘‘vai ser muito difícil aumentar a participação no mercado de browsers usando somente os méritos do Internet Explorer 4.0’’. A frase de Christian Wildfeuer deixa claro que a distribuição gratuita do IE junto com o Windows tem o objetivo de usar o poder de domínio da Microsoft para forçar uma maior participação no mercado de browsers com o Internet Explorer. Diversos governos estaduais norte-americanos se juntaram ao processo entrando com diversas ações acusando a empresa de práticas ilegais de monopólio, baseados na lei antitruste dos Estados Unidos.

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