Informe Informática (Carlos Trindade)
A empresa Netscape, proprietária do Netscape Navigator, mais popular browser para navegação na Internet, está passando por um processo de restruturação que inclui um corte de despesas de US$ 89 milhões. Segundo o chefe executivo Jim Barksdale, a reestruturação da Netscape inclui demissões e mudanças na estratégia. Barksdale deixa claro que em sua opinião a Microsoft está agindo de forma ilegal e desleal na estratégia de distribuição gratuita do Microsoft Explorer, mesmo assim admite que é possível que a Netscape venha a oferecer o Netscape Navigator gratuitamente. O faturamento da Netscape depende bem menos hoje da comercialização do browser Navigator, afirmou Barksdale. Além de fortalecer as ações de venda de seus outros produtos da linha enterprise, a Netscape continuará usando os meios legais na disputa com a Microsoft por acreditar que a empresa está utilizando de meios ilegais para conquistar o mercado dos browsers. O corte não significa necessariamente uma retração da empresa, mas um novo direcionamento. Se a intenção for a de distribuir gratuitamente o Navigator, é bem provável que os cortes estão relacionados às áreas de comercialização dessa linha de produtos e o foco nos produtos enterprise (para empresas) será intensificado. Entidades do mercado de informática, mercado financeiro e até mesmo o departamento de justiça Norte Americano reconhecem a competência da Netscape até aqui e muitos condenam a atitude da Microsoft. A empresa sofre hoje ações judiciais do Departamento de Justiça e de nove governos estaduais norte americanos, além de diversas empresas privadas. Numa vacilada da Microsoft, a Netscape revolucionou o mercado de browsers com o lançamento do Netscape Navigator que se firmou como o mais popular software nessa categoria. Quase um ano depois a Microsoft acordou e percebeu que a saída era desenvolver um produto com a mesma qualidade e oferecê-lo gratuitamente no mercado e posteriormente integrando-o ao Windows 95. A estratégia é polêmica, pois parte de um princípio de domínio financeiro da Microsoft que permite fazer a distribuição gratuita e foi agravada recentemente quando a Microsoft adotou uma pratica que induz o usuário a utilizar o seu browser Explorer, na medida em que o integra ao Windows 95 e dificulta a sua desinstalação.Novo mercado Compaq





