Informe Informática (Carlos Trindade)
Informe Informática Carlos Trindade AOL e Time Warner O senado norte-americano questiona a possível fusão das gigantes AOL e Time Warner. De um lado, a America Online (AOL), a maior empresa Internet do mundo, com aproximadamente US$ 22 milhões de usuários, quase 20% de todo o mercado mundial de acesso à Rede; de outro lado, a Time Warner, a maior empresa de mídia nos Estados Unidos e principal provedora de TV a Cabo e Internet à cabo. A união das duas resultará em um imensurável poder de fogo na luta pelo mercado eletrônico. Um negócio de US$ 141 bilhões que vai permitir a geração do maior banco de dados sobre perfil de clientes dos Estados Unidos. São centenas de milhões de registros em banco de dados, com informações sobre navegação na Web, gostos individuais sobre música, livros, revistas, entretenimento, hobbies, comportamento e muito mais. Uma inesgotável fonte de informações para se fazer marketing direcionado e segmentado. Esta é, na verdade, uma das principais razões das controvérsias sobre a fusão. Uma comissão do senado norte-americano, que analisa o mercado da indústria da mídia, está questionando a quebra de privacidade das informações. Os clientes das duas empresas, a princípio, não forneceram autorização para que uma empresa fornecesse à outra, os dados de seus clientes. Para o senado, é uma quebra de privacidade e, aqui nos Estados Unidos, privacidade é o assunto do momento. Informações preciosas A AOL e Time Warner têm, entre outras informações, nomes e números de cartões de crédito de 22 e 66 milhões de pessoas, respectivamente. Uma sobreposição de aproximadamente 40% sobre a lista da AOL, resulta em uma lista de mais de 79 milhões de consumidores ou residências. Se a união acontecer a AOL poderá, em um futuro próximo, saber qual canal de TV está sendo visto em uma residência. Outra questão polêmica é o fato de que a AOL passaria ter sua própria rede de cabo para prover acesso à Internet, competindo em desigualdade com outros provedores que têm que comprar o serviço das provedoras de TV à Cabo. Pagando via PayPal Uma nova forma de pagamento online está agitando a Internet. O PayPal.com trabalha como um intermediário entre uma transação de pagamento permitindo, entre outros benefícios, o pagamento com cartão de crédito a uma pessoa física. É uma poderosa ferramenta para pequenos comerciantes que vendem nos leilões online. O sistema permite o pagamento com cartão de crédito entre duas pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Para usar o sistema, pagando ou recebendo, o usuário deve se cadastrar e ter o seu endereço físico confirmado através da entrada de um código de acesso recebido da PayPal via correio convencional, contendo uma senha de confirmação. O pagador efetua o pagamento PayPal, que debita em seu cartão e envia um cheque nominal ao credor. O serviço é gratuito. A empresa está dando US$ 10 de crédito para novos usuários e mais US$ 10 para cada usuário indicado que se cadastrar. Diversos comerciantes que negociam no site de leilões eBay.com, por exemplo, estão aceitando pagamento via PayPal. Eu já testei pessoalmente, efetuando e recebendo pagamentos usando o novo sistema. Transações via PayPal são rápidas e seguras. A PayPal.com é de propriedade da Confinity Inc, empresa do segmento financeiro, e o negócio tem o lastro de investidores como a Nokia, IdeaLab Capital Partners e Deutsche Bank. PayPal e X.com Na semana passada, a PayPal anunciou a fusão com a X.com, outra nova empresa que atua intermediando pagamentos online. O principal objetivo é o de desenvolver um método de pagamento seguro, via e-mail. O usuário do sistema poderá enviar um e-mail contendo um pagamento PayPal ou X.com, como se fosse um cheque. A PayPal também anunciou a distribuição gratuita de um software que permite a troca de pagamentos via equipamentos 3Com Palm (Palm III à VII), usando conexão infra-vermelha. Basta o usuário aproximar seu equipamento Palm a uma distância de até 40 centímetros de um outro Palm e fazer a transfência de fundos. Depois de feita a transação, ambos deverão fazer a sincronização com seu computador desktop conectado à Internet. Bastante prático, já que os usuários de equipamentos PDA, HPC e similares já são acostumados a fazer diariamente a sincronização entre o dispositivo e um microcomputador desktop. Chips de 1Ghz Ainda este mês, o mercado norte-americano vai conhecer a nova versão dos processadores da Intel e AMD. As duas grandes concorrentes e principais empresas do segmento de chips para microcomputadores estarão disponibilizando no mercado suas versões de um chip de 1Ghz. A HP vai ser o primeiro fabricante a oferecer no varejo, microcomputadores baseados nos novos processadores de 1GHZ (1000Mhz). A empresa não divulgou os preços ainda, mas sabe-se que são pouco atrativos. O maior mercado inicial é o das empresas. Os processadores de 1Ghz já são esperados por usuários de estações gráficas de trabalho e servidores multiprocessados. Windows CE Um usuário de equipamento HPC-HandHeld PC, ou um de outro mobile computer usando Windows CE versão inglês, certamente tem dificuldade em escrever no teclado usando os caracteres de acentuação da língua portuguesa. Gastei bastante tempo tentando encontrar uma solução para usar no meu Sharp HC-4100 Mobilon com Windows CE 2.0. Finalmente encontrei o ArtSkey 2.1, da empresa Russa ArtSoft. Funciona de forma semelhante à troca de língua no Windows 95/98, custa US$ 30 e ainda vem com um programa de reconhecimento de escrita. www.artsoft.com Carlos Trindade é consultor em Sistemas de Informação e Internet e atualmente desenvolve pós-graduação em Marketing na Universidade de Berkeley, Califórnia.





