Informe Informática (Carlos Trindade)
Ano da China na Internet
O centro de informações sobre Internet da China (CNNIC), uma agência do governo federal, ligado à Academia Chinesa de Ciências, anunciou que 2000 será o grande ano da Rede na China. Um projeto de incentivo do governo espera aumentar o número de usuários de 2,1 milhões para 8,9 milhões só neste ano. Um aumento de 324%. O perfil dos usuários chineses: 79% do sexo masculino e 21% feminino; 64% de usuários são solteiros, mas isto deve mudar sensivelmente durante o ano. Apesar das restrições impostas pelo governo quanto ao tipo de conteúdo acessado por usuários, a pressão de importantes setores da economia é grande em função do B2B-Business to Business. Para que a China mantenha os baixos custos no processo de produção e comercialização, e continue competitiva no mercado mundial, é imprescindível que as empresas chinesas estejam preparadas para efetuar transações comerciais na Internet, principalmente do tipo B2B, ou seja, transações comerciais entre empresas. Os Estados Unidos são o maior país comprador dos produtos chineses e já é comum exigência das empresas compradoras, da disponibilização de sistemas extranet para efetuar as transações de compra.
Internet na Índia
A Garter Group, empresa do segmento de marketing e negócios, está prevendo um crescimento no comércio virtual chinês que alcançará US$ 320 bilhões em 2003, dos quais 80% corresponderá ao comércio entre empresas (B2B). Até mesmo a Índia entrou em ritmo acelerado quando se fala em Internet. A previsão é de que o comércio eletrônico vai crescer mais de 450% esse ano, devendo atingir US$ 580 milhões. Em 2001 o volume de transações na Internet deverá atingir US$ 2,1 bilhões.
Mais surpresas
Quase todos que vêm aos Estados Unidos, voltam deslumbrados com as maravilhas tecnológicas da maior potência do mundo, mas nem tudo aqui é perfeito. Já contei algumas das minhas dificuldades com serviços Internet, serviços ao consumidor e produtos com defeito. Contei uma longa história sobre a assinatura de um provedor e que, finalmente, tinha me acertado com a AT&T WorldNet, tudo parecia ter finalmente dado certo...parecia. Recentemente descobri que o número telefônico para onde discava para acessar a Internet, informado como sendo um telefone local, não era. Recebi uma bela conta telefônica com US$ 100 só de ligações interurbanas para conectar Internet. Apesar do número usar o mesmo código de área (o nosso DDD), não significa que é ligação local. Desde 1997, está em vigor uma lei que estabelece como local, todas as ligações feitas dentro de um raio de 12 milhas, ou pouco mais de 19 quilômetros.
Perguntar é a solução
Como saber se o número para onde se está discando é local? Só perguntando à companhia telefônica, ou seja, se quiser mesmo ter certeza, a cada ligação que se fizer para alguém não tão próximo, é recomendável ligar para a companhia telefônica e conferir. Como a AT&T não tinha nenhum número a menos de 12 milhas de onde moro, tive que mudar novamente de provedor. Desta vez estou usando a MCI WorldCom, a grande provedora de TV a cabo dos Estados Unidos. Aqui, o óbvio não é óbvio. Ninguém te informa sobre nada, a não ser que faça uma pergunta bastante objetiva. Foi preciso ligar para a telefônica para dizer que não desejava pagar US$ 2,5 por minuto de ligação para o Brasil, e sim fazer jus ao plano com desconto e pagar US$ 0,50/minuto. Só depois de solicitar, é que se passa a pagar o valor menor. É como se fosse necessário dizer que não se quer jogar dinheiro fora. Leva algum tempo pra gente aprender.
Arquivos mais baixados
A ZDNet publica semanalmente uma lista dos arquivos mais baixados (download) da Internet. Os dez arquivos mais baixados totalizam mais de 230 mil cópias feitas por semana. Quase sempre no topo da lista está o Go!Zilla, um programa que administra downloads de arquivos na Internet. Com ele, o usuário pode agendar diversos arquivos para serem baixados da Rede em horários predeterminados. Só o Go!Zilla foi copiado mais de 33 mil vezes na última semana e mais de 1,7 milhões desde que foi disponibilizado. Entre os primeiros também está o Paint Shop Plus, um software de edição de imagens com mais de 1,5 milhão de downloads. É bom observar se o software é realmente gratuito, ou se depois de alguns dias exige a compra e registro para continuar funcionando. O Go!Zilla é totalmente gratuito, já o Paint Shop Plus exige a aquisição depois de 60 dias.
Pegando a Onda na praia
Até daqui nos Estados Unidos, ouço falar dos avanços da Onda, o provedor Internet da Sercomtel. Comentando via e-mail com um amigo sobre a importância de encontrar acesso local quando estou em viagem, fiquei sabendo que agora não só os moradores do litoral paranaense vão poder acessar a Rede através da Onda, mas também os paranaenses em férias no litoral não precisaram pagar interurbano para acessar a Internet. Pelo menos na região de Matinhos, Caiobá, Praia de Leste e Riviera. Como paranaense, torço para que a Onda se espalhe por outras regiões do País.
Carlos Trindade é consultor em Sistemas de Informação e Internet e atualmente desenvolve pós-graduação em Marketing na Universidade de Berkeley, Califórnia.





