Informe Informática (Carlos Trindade)
Funeral on line
O assunto pode parecer um pouco tétrico, mas afinal de contas é algo que teremos que enfrentar pelo menos uma vez na vida, ou melhor, na morte. A novidade aqui é que a Internet está transmitindo funerais ao vivo. Ainda que possa parecer, não é coisa de quem não tem o que fazer, e tão pouco coisa de americano. Na cidade alemã de Utrecht, a adminstração do Daelwijck Crematorium decidiu usar a Internet para transmitir funerais para amigos e parentes que não podem comparecer às cerimônias. A transmissão é on line e é feita através de duas câmeras instaladas na sala principal do prédio. Não vai demorar muito e logo estaremos assistindo casamentos, aniversários e outros eventos através da Rede.
...vai bem, obrigado
A Internet continua passando bem. Diversas aquisições e fusões aconteceram nas últimas semanas. Empresas estão se unindo com o objetivo de ampliar a participação no mercado. Parece que na Internet, ser grande também é muito importante para a saúde dos negócios. O Egghead, um dos principais sites de shopping de eletrônicos e computadores, se uniu a Onsale em uma transação de US$ 400 milhões. A Amazon.com uniu esforços com algumas empresas de brinquedos e entrou no segmento on line de brinquedos. A E*Trade comprou uma empresa irlandesa por US$ 125 milhões. A DoubleClick comprou a NetGravity por US$ 530 milhões e, por último, a Microsoft vendeu o site SideWalk para a concorrente TicketMaster por US$ 240 milhões. Parece estranho à primeira vista, mas é isso mesmo: A Microsoft vendeu um de seus negócios na Internet para um concorrente. Na verdade, o mercado de ingressos requer uma certa especialização e de certa forma foge um pouco da linha de serviços de provedor de informações, principal motivo de investimento na Rede feito pela Microsoft, depois do mercado de softwares, é claro.
Oportunidades na Internet
O ritmo no surgimento das idéias geniais na Internet diminuiu razoavelmente nos últimos 18 meses, ainda que esteja muito longe da saturação. Na verdade, acredito que sempre haverá espaço para grandes idéias. A Internet surgiu e cresceu rapidamente, transformando-se em poderosa ferramenta para investidores e empreenderores sensíveis ao surgimento de novas oportunidades. Campo aberto, terra fértil, e uma boa dose de risco. Tudo o que um bom empreendedor precisa para tornar realidade, os seus sonhos e projetos. A Grande Rede está levando muitas empresas a investirem milhões de dólares na tentativa de entender o mercado e aprender com ele. Nas últimas duas semanas, os jornais e revistas dos Estados Unidos deram um grande destaque na divulgação sobre a iniciativa da USPS (US Postal Service), o correio norte-americano, de licenciar empresas para o comércio de selos eletrônicos.
Selo eletrônico
Parece que desta vez a iniciativa pública saiu na frente, pelo menos aqui nos Estados Unidos. O USPS - U.S. Postal Service, correio norte-americano, licenciou duas empresas da Califórnia para atuarem na comercialização de selos on line. Era de se esperar que a idéia partisse da UPS ou Fedex, as principais concorrentes da USPS. A Fedex foi uma das pioneiras na utilização da Internet para o acompanhamento de encomendas e é responsável por um dos maiores casos de sucesso na web. Mas não é da Fedex a grande idéia, pelo menos não dessa vez. Os selos eletronicos do USPS estão disponíveis em duas formas, permitindo o usuário adquirir selos para correspondências e encomendas sem ter que sair de casa. Uma das formas é a de instalar um medidor conectado ao microcomputador através da interface paralela, que permite armazenar selos eletrônicos comprados pela Internet através de cartões de crédito. Com o crédito registrado no medidor, o usuário pode imprimir envelopes, ou equiquetas para encomendas, usando um software especial que imprime os endereços, além de um grande código de barras contendo informações sobre a geração do selo, endereços e códigos postais do remetente e do destinatário. O código de barra é impresso usando uma técnica chamada de 2-D code.
Correio fácil
No comércio de selos eletrônicos, o peso das encomendas é fornecido pelo próprio usuário. Já no correio, a correpondência passa por um avançado sistema que confere automaticamente o peso e valor do selo pago. Nesse sistema, o roteamento e conferência das correspondências é feito automaticamente por equipamentos especiais, através da leitura do código de barra impresso. Os selos eletrônicos também podem ser adquiridos sem a necessidade de usar o equipamento registrador. Os sites autorizados criam uma conta virtual para cada usuário e armazenam as informações nos servidores da empresa, onde serão controlados os créditos. A única diferença para o sistema que usa o equipamento ligado a porta paralela, é que para a geração de equiquetas e envelopes é necessário estar sempre conectado à Rede. No momento da geração do selo, o usuário fornece os endereços e o próprio site confere o endereço nos mínimos detalhes, principalmente se está de acordo com o código postal. O novo sistema ainda permite que o usuário acompanhe todo o envio da correspondência ou encomenda, fornecendo no site do USPS, o código do envio. Por enquanto, a maior limitação do sistema está no fato de que ele não está disponível para correspondências internacionais, mas segundo o diretor do correio norte-americano, o USPS está negociando com correios de diversos países na tentativa de validar o sistema também fora do país.
Correio virtual
As duas primeiras empresas licenciadas pelo USPS são a e-Stamp.com, de Palo Alto, e a Stamps.com, de Santa Mônica, ambas na Califórnia. Para quem quiser dar uma conferida, basta clicar em www.e-stamp.com e www.stamps.com.
Carlos Trindade é consultor em Sistemas de Informação e Internet e atualmente desenvolve pós-graduação em Marketing na Universidade de Berkeley, Califórnia.





