Projetores Portáteis
O uso de projetores de imagem em conferências, reuniões em empresas e até mesmo em casa, tem aumentado significativamente nos últimos anos. Com o investimento nessa tecnologia, os projetores estão cada vez menores e com melhor qualidade na projeção. Para os usuários desse tipo de equipamento, são três as principais características na escolha de um produto: portabilidade (tamanho e peso), resolução gráfica para uso com microcomputadores e finalmente os lúmens, ou seja, a sua capacidade de emissão de luz. Quando mais lúmens, menor é a necessidade de um ambiente escuro para a projeção. A Compaq lançou um novo projetor que promete ser um campeão de vendas. O Compaq MP1600 é pequeno e pesa apenas dois quilos. Alguns projetores convencionais chegam a pesar mais de 15 quilos. A Compaq também inovou em outras características. Enquanto os projetores comuns e mais baratos produzem em média 350 lúmens em uma resolução de até 800 x 600 pixels, o MP1600 produz 600 lúmens e com uma resolução de até 1024 x 768 pixels. Qualidade semelhante ou melhor pode ser encontrada apenas em projetores profissionais que pesam mais de dez quilos e custam até US$ 17.000. Dentro de sua categoria, o produto da Compaq tem um bom custo benefício, o seu preço é de aproximadamente US$ 4.500 nos Estados Unidos.

Monitor digital LCD
Quem precisa dos tradicionais monitores de vídeo dos microcomputadores? São pesados e ocupam muitas vezes um escasso espaço na escrivaninha. O monitor de vídeo dos micros desktop, apesar de ter sua qualidade melhorada ao longo do tempo, preserva mesma aparência e tecnologia. A moda agora são os monitores digitais de LCD, com displays leves, da espessura de um livro e com um suporte para mantê-los na posição desejada. Além da praticidade e portabilidade, os displays LCD consomem menos energia e poderão estar disponíveis em versão sem fio brevemente. Os painéis LCD são semelhantes aos displays de notebooks, só que para desktops. Por enquanto, infelizmente, a maioria dos usuários de microcomputador não pode dispensar o uso dos velhos e inseparáveis companheiros, pois os novos monitores custam a partir de US$ 450 e podem chegar a US$ 4.000. Um monitor convencional de 15’’ custa a partir de US$ 90 nos Estados Unidos.

INTERNET BUSINESS
Corrida do ouro
Ao longo da história da humanidade, povos de todas as nações correram em busca do ouro, metal brilhante e dourado que trazia consigo a esperança de mudar a vida das pessoas. Mas foi em séculos passados que a busca era mais intensa e milhões de pessoas disputavam cada palmo das terras onde o metal era encontrado. Os Estados Unidos viveram a grande corrida do ouro entre 1848 e 1850, quando milhares de pessoas foram para a Califórnia em busca de um sonho. O ‘‘ouro’’ passou por mudanças, foi o café chamado de ‘‘ouro verde’’, o petróleo ou ‘‘ouro negro’’ e hoje ele é digital, pode ser encontrado em praticamente todos os lugares e em todos os momentos. O ouro de hoje é a informação. O grande desafio não está somente na sua obtenção, mas no seu refino. Pelo menos nos Estados Unidos, o palco dos acontecimentos parece ser o mesmo, a Califórnia. De lá saem as grandes idéias e tecnologias para a obtenção e refino do precioso ouro digital.

O sonho do ouro digital
A corrida pela informação tem causado a mesma euforia do passado, pois a matéria prima é abundante e as empresas parecem ter descoberto o maior veio para a prospecção da mais preciosa matéria prima de todos os tempos: a Internet. Ela funciona como uma fonte, meio, como um grande detector e coletor da informação, pois permite acompanhar os passos do internauta. Para um comerciante, por exemplo, é como se fosse possível instalar centenas de câmeras de vídeo em sua loja e um grupo de profissionais acompanhando e registrando cada movimento do cliente, cada vez que ele toca em um produto, analisa, cheira, devolve na prateleira, compra e paga. É impossível desenvolver trabalho semelhante no comércio tradicional. Não se trata da obtenção de uma amostra, mas do comportamento individual, de cada cliente, de saber o que ele gosta e o que não gosta, suas preferências, seu modo de consulta e busca de produtos, o que ele efetivamente compra e o que não compra. Para muitos pode parecer um sonho, uma utopia, mas com a tecnologia disponível atualmente, a Internet permite rastrear o comportamento dos internautas. Softwares especializados permitem analisar os dados, traduzindo-os em base fundamental para a estratégia de marketing das empresas. Todos os profissionais de marketing sonham com a customização em massa dos produtos e serviços.

400Gbytes por dia
O Internet Data Mining (prospecção de dados), como pode ser chamado parte desse processo, nada tem a ver com os mailings e cadastros mantidos atualmente por empresas. Não se trata de ter um cadastro monstruoso com nomes, endereços, renda familiar, grau de escolaridade e outras informações básicas de pessoas, mas sim a de conhecer com detalhes os passos dos clientes e prospects. O portal Yahoo! coleta diariamente mais de 400 gigabytes de dados. É o equivalente a uma biblioteca com 800 mil livros todos os dias, um volume de informações equivalente a 1,2 milhões de livros por mês, ou 14,4 milhões de livros por ano. Profissionais de marketing Internet e de informática constroem poderosas ferramentas para coletar e analisar os dados. Algumas empresas norte-americanas têm se especializado em softwares de análise de dados captados na rede. Alguns desses softwares chegam a custar mais de US$ 300 mil.

Publicidade Internet
Diversos empresários argumentam que a publicidade convencional atinge seus objetivos, porém é impossível conhecer, das pessoas que foram expostas aos anúncios em revistas, jornais, televisão, outdoors e outros meios, quais delas aceitaram o apelo do anúncio e em que circunstâncias. É até possível concluir que uma campanha publicitária na TV, que atingiu um milhão de espectadores, gerou um resultado de 2%, por exemplo, porém quem são os 2%, e ainda, dos 98% que não atenderam ao apelo, quantos e quais deles demonstraram algum interesse pelo produto, o analisaram e acabaram por não adquiri-lo. Por que? Uma pesquisa feita pela Forrester Research, com as 1000 maiores empresas norte-americanas, revelou que atualmente 28% dessas empresas fazem Internet Data Mining, porém a pesquisa também concluiu que em 2001, 100% dessas empresas estarão usando essa tecnologia. A grande maioria afirmou que para atingir esse objetivo em 2001, estão trabalhando desde já no projeto dos sistemas. Dos pesquisados, 74% acreditam que o maior resultado do uso dessa tecnologia é o aumento do faturamento, enquanto 34% apostam na redução das despesas.

Carlos Trindade é consultor em sistemas de informação e projetos Internet. Escreva para [email protected]

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