Queremos um novo disquete
Ou algo parecido que resolva definitivamente o problema da mídia removível com grande capacidade. A reclamação é geral. O disquete de 3,5 polegadas, com capacidade para armazenar 1,44Mb já está obsoleto há alguns anos. Parece que a indústria de microcomputadores não chega a uma conclusão quanto a um novo padrão de mídia removível que possa ser adotada nos micros e abandonar definitivamente o famigerado disquete. Nos Estados Unidos, muitos microcomputadores já estão saindo de fábrica com uma unidade de Zip Drive de 100Mb, da Iomega. Mas demorou tanto para que uma nova mídia removível se firmasse no mercado que 100Mb também já é pouco. Como fazer backup de um disco de discos com mais de 3Gb usando uma mídia de 100Mb? Mesmo que não se faça cópia de tudo, 100Mb já é pouco pra muita gente. Além do mais, o ZIP ainda não chega a ser uma unanimidade. Os usuários querem mais. A própria Iomega tem uma unidade de 250Mb e o Jazz com 1Gb e 2Gb, porém os drives não custam muito barato e a mídia tem um preço incompatível com a capacidade de armazenamento. As unidades de fita backup, que normalmente suportam de 2Gb a 18Gb, não podem ser acessadas diretamente, o seu conteúdo deve ser restaurado para o disco rígido principal para que possa ser usado.

2,2Gb removíveis
Enfim, uma novidade no mercado de mídias removíveis que poderá satisfazer definitivamente o a carência por mais e mais megabytes, a um preço justo. O Orb, da CastleWood Systems, é uma pequena unidade de disco removível que usa uma mídia parecida com o disco do Zip, porém armazena 2,2Gbytes em dados. A novidade tem um preço justo, US$ 180 a unidade e US$ 27 cada disco. Lançado recentemente, o Orb deverá ter o preço reduzido na medida em que se torna mais popular. O drive da CastleWood está disponível usando interface paralela, IDE, SCSI e brevemente USB. A unidade funciona como se fosse um disco comum. Com interface IDE, o ORB pode ser instalado como disco primário ou secundário (escravo) e trabalha com uma taxa de transferência de 12Mbits/segundo. A revista ZDNet testou a unidade e só teceu elogios. O desempenho em IDE é quase o mesmo de um disco rígido. Sua capacidade é de 1500 disquetes de 3,5’’, comporta mais de 2 horas de vídeo, 3,5 horas de áudio e 3,3 vezes, a capacidade de um CD-ROM. Pra quem quer comparar, uma unidade Jazz de 2Gb da Iomega custa US$ 360 e os discos US$ 108 cada. Uma diferença razoável. www.castlewoodsystems.com.br

Leitor de Flash-Card
Os pequenos H/PC, Palmtop e a maioria das máquinas fotográficas digitais, usam os cartões compact flash-card para armazenar informações. São pequenos e finos cartões que podem armazenar até 180Mb. Normalmente, para transportar os dados do cartão para o microcomputador, é necessário conectar o equipamento a um micro e usar um software adequado, que normalmente acompanha os H/PC, Palmtop e câmeras. Uma empresa norte-americana lançou um pequeno equipamento, parecido com um mouse, que faz a leitura rápida de cartões tipo compact flash-card. O ImageMate da Sundisk usa a porta paralela ou USB e funciona como um drive normal, porém acessando os pequenos cartões. O ImageMate custa apenas U$ 70. www.sundisk.com

Interface USB
Recebi algumas mensagens de usuários perguntando sobre USB. O que é o tal do USB? Pra que serve? Assim como a porta serial que liga o modem e o mouse, e a paralela usada normalmente para a impressora, a interface USB (universal serial bus) é uma alternativa de interface com maior velocidade do que as outras duas. Atualmente muitos scanners, unidades de mídia removível e outros periféricos estão oferecendo conectividade com essa interface. É importante que ao comprar um micro, o usuário se certifique de que ele tem pelo menos duas portas USB. Além de maior velocidade, usando essa interface não é necessário compartilhar a paralela como normalmente muitos fazem com scanners e Zip drive. Muitas pessoas reclamam de problemas com a impressão quando a paralela é compartilhada entre impressora e algum outro dispositivo. O uso de periféricos com interface USB é uma excelente alternativa.

Caro leitor
A partir da primeira semana do mês de setembro, estarei escrevendo minha coluna diretamente dos Estados Unidos. No próximo dia 22 estarei embarcando para a terra do Tio Sam com o objetivo de fazer uma pós-graduação em Marketing, com foco em Marketing Internet, na Universidade de Berkeley, Califórnia. Estarei de volta no início de março de 2000. Terei a oportunidade de conviver com os possíveis problemas do Bug do ano 2000, já que estarei lá na virada do milênio. A universidade fica na região do Silicon Valley (Vale do Silício), palco das principais descobertas e lançamentos do mercado de tecnologia.

INTERNET BUSINESS

eBusiness na América Latina
Um estudo elaborado pela Boston Consulting Group, encomendado pela VISA, concluiu que o mercado on line na América Latina vai fechar o ano com um total de US$ 167 milhões em vendas. Um valor pouco significativo, principalmente considerando que estão incluídos o Brasil, México, Argentina, além de outros países. O BCG detectou que as principais dificuldades estão na baixa renda, altos custos de acesso à internet, pouca segurança nas compras e sistema de entrega não muito confiável. O relatório publicado não traz números segmentados por país, mas argumenta que as barreiras estão sendo vencidas e que há uma previsão de que o comércio eletrônico na América Latina atinja US$ 3,8 bilhões em 2003.

Novidades AMEX
A American Express anunciou a criação de um site de comércio Internet business-to-business. Chamado de American Express @ Work (@ = at), o centro de negócio online da AMEX, acessado apenas por clientes corporativos da empresa, vai oferecer serviços para ajudar as empresas na organização de viagens de negócios e em suas compras do dia-a-dia.

Carlos Trindade é consultor em sistemas de informação e projetos Internet. Escreva para [email protected]

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