Informe Informática (Carlos Trindade)
Digital VCR
Tempos atrás escrevi sobre o lançamento futuro de equipamentos digitais que pudessem substituir o conhecido VCR-Video Cassete Recording. O referido futuro até que chegou bem rápido. Os videocassetes tradicionais sofreram uma pequena evolução desde a sua criação. Mudaram estéticamente, ganharam a capacidade de gravar e reproduzir em estéreo, porém sempre usando a mesma tecnologia e o mesmo processo. A indústria de videocassetes não conseguiu tornar o VCR amigável. Apesar de sua popularidade, o VCR é complicado de programar e para a maioria, um VCR de sete cabeças e também um bicho de sete cabeças. Dois novos equipamentos prometem revolucionar o mercado de eletrodomésticos. O ReplayTV e o TiVo Recorder usam tecnologia da Philips para gravar sinais de vídeo em seu enorme disco rígido interno. O equipamento é dotado de um sintonizador de TV, processador, disco rígido, software para administrar as gravações e programações, controle remoto e um modem para conexão a uma central para atualizar as programações de TV a cabo. O ReplayTV e o TiVo tem conexões para antenas externas, TV a Cabo ou sistemas de transmissão satélite digitais. A qualidade das imagens armazenadas é bem superior a de um videocassete comum. Com esses equipamentos, o usuário pode assistir o replay de uma cena quando estiver assistindo um programa ao vivo. Ambos gravam e reproduzem uma gravação ao mesmo tempo. Basta navegar facilmente pela programação da TV a Cabo e escolher um programa para gravação. O usuário pode também programar os sistemas para automaticamente gravar todos os programas que tiverem determinadas palavras-chave em seus títulos ou comentários, como o nome de um cantor ou grupo musical preferidos, por exemplo. O ReplayTV custa US$ 699 e tem um disco com capacidade para gravar 10 horas de vídeo. O TiVo Recorder custa US$ 499, porém requer uma assinatura de um serviço custando U$$ 99 por ano. Sua capacidade de gravação é de 14 horas.
É bom lembrar que essa é apenas a primeira geração de gravadores digitais de vídeo. Muitos outros recursos poderão ser adicionados a esses equipamentos, até mesmo a de navegação na Internet.
INTERNET BUSINESS
Fracasso na Internet
A Internet está cheia de casos de sucesso, grandes idéias e empresas que começaram com pouco investimento e hoje valem milhões ou bilhões de dólares. Porém não é só de sucesso que vive a Internet. Existem também os casos de fracasso. A TimeWarner, tradicional e maior empresa mundial de mídia e entretenimento, anunciou na semana passada que estava fechando seu site PathFinder. O site foi um dos pioneiros no segmento de notícias e entretenimento, porém foi perdendo a audiência e chegou em um beco sem saída. Segundo especialistas do mercado internet, o PathFinder era um site sem rumo desde a sua criação. Basta saber se os mesmos especialistas pensavam assim há dois ou três anos. Já mencionei na minha coluna, que dos cinco maiores sites mundiais de provimento de informações na Internet, nenhum pertence a uma empresa jornalística. Parece que a maioria dos jornais perdeu o bonde da web. Não precisa ser assim no Brasil. Costumo dizer que aqui as coisas são muito mais fáceis em relação à tecnologia. Basta seguir as tendências norte-americanas. Mais cedo ou mais tarde, o que acontece por lá vai acontecer aqui. Sites de sucesso no Brasil, como ZAZ e UOL, não criaram absolutamente nada de novo. Simplesmente são pioneiros em oferecer no Brasil o que está dando certo nos Estados Unidos. Basta um pouco de sabedoria para contextualizar as idéias e soluções encontradas lá fora.
Dinheiro fácil
Três norte-americanos registraram o domínio internet www.wallstreet.com por US$ 70 em 1994. O nome do site, que faz referência ao palco dos grandes negócios da bolsa de valores norte-americana, foi vendido para uma empresa venezuelana que quer criar um arriscado site com informações e cotações do mundo financeiro. Cada um dos três sócios no registro do nome wallstreet.com, levou nada menos do que US$ 333 mil. Isso mesmo. O nome foi vendido por US$ 1 milhão. Os três investiram literalmente US$ 70 em WallStreet e tiveram um rendimento percentual de aproximadamente 1,5 milhão em cinco anos. É provavelmente o maior rendimento registrado em WallStreet. Só para lembrar, o famoso jornal chamado Wall Street Journal usa o endereço internet www.wsj.com.
Legalização na Internet
Aos poucos diversos serviços e diferentes aplicações da Internet vão sendo regulamentadas. A ABA-American Bar Association regulamentou o uso dos e-mails para o envio de documentos legais. Depois de uma análise demorada, o Comitê de Ética e Responsabilidade Profissional da ABA concluiu que a transmissão de documentos legais via Internet não representa uma violação da privacidade dos envolvidos. A ABA comparou o e-mail a chamadas telefônicas, fax e ao correio tradicional.
Dedo duro
Segundo uma pesquisa da American Managment Association (AMA), 45% das grandes empresas norte-americanas estão vigiando seus funcionários através da monitoração de e-mails, correio de voz, arquivos de computador, navegação pela Internet, chamadas telefônicas e outras atividades através de câmeras de vídeo. No ano passado eram 43% e em 1997 o número era de 35%, o que significa que cresce a cada dia o número de empresas que vigiam as atitudes dos seus funcionários. O problema já está causando uma ampla discussão sobre os direitos de privacidade dos empregados, mas por enquanto nenhuma lei norte-americana impede as empresas de agirem assim.
Carlos Trindade é consultor em sistemas de informação e projetos internet. Escreva para [email protected]





