Quem usa microcomputadores desde os anos 80 sabe que naquela época nem tudo era Microsoft. Apesar da presença da Microsoft em todas as máquinas PC com o seu sistema operacional MS-DOS e mais tarde com o Windows, muitos dos softwares aplicativos mais utilizados na época pertenciam a outras empresas. Quem não se lembra do editor de textos Wordstar, assim como o Word nos dias de hoje, não havia uma só máquina que não tivesse o Wordstar instalado. Mais tarde esse segmento começou a ser dividido com outros editores como o WordPerfct, Word e no Brasil, como o produto nacional Redator. Aos poucos a Microsoft foi absorvendo todo o mercado e hoje desfruta de grande liderança. Com as planilhas de cálculo não foi diferente. No segmento dos antigos equipamentos de 8 bits, dominados pela Apple, o software de planilha Visicalc era rei. Com a entrada dos micros de 16 bits (PC), a Lotus conquistou o mercado das planilhas com o Lotus 1-2-3. Mas a vez não era só da Lotus, apesar de dominar o mercado, softwares de planilhas de cálculo como o Quatro, o Samba e outros conquistaram uma fatia do bolo. Aos poucos a Lotus foi dominando absoluta, até que a Microsoft resolveu investir de vez no Excel e em sua estratégia de persuadir e forçar os fabricantes de PC a comercializarem seus equipamentos não só com o Windows pré-instalado, mas com outros de seus softwares. Muitos consideram a estratégia da Microsoft desleal. Amarrar a venda do Windows ao fornecimento de outros produtos foi fundamental para que a MS conquistasse a liderança em diversos outros mercados.

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